Resenha - Train Of Thought - Dream Theater

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Por Tomas Gouveia
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Ao ouvir o album novo do Dream Theater, constatei que infelizmente, o radicalismo que se limitava apenas aos fãs adolescentes de Iron Maiden e Metallica, passaram para os ditos músicos de carteirinha que sempre rasgaram elogios à banda de Mike Portnoy e Cia.

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Não é possível que qualquer caminho a ser procurado dentro da música faça com que os fãs fiquem decepcionados com um albúm como este. A quantidade de influências que invadem nossos ouvidos nos quase setenta minutos de audição é uma coisa digna de aplausos.

É claro que o flerte com o chamado "new metal" existe em alguns trechos, mas existe também a boa lembrança de Black Sabbath, King Crimson, Marillion e tantas outras bandas que influenciaram, influenciam e vão continuar influenciando a banda por muito tempo.

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Analisando cada faixa vemos que:

AS I AM - Um riff matador de guitarra abre a música de forma que temos a impressão de estarmos ouvindo o começo de alguma faixa do Black Sabbath feita entre 1970 e 1973. Já o desenrolar da música nos leva de volta ao comercialismo, mas não desprovido de qualidade do album Falling Into Infinity de 1997. Em resumo, boa música para se iniciar um albúm.

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THIS DYING SOUL - Música que já vale pela melodia despejada pelos Srs. Rudess e Petrucci em nossos ouvidos como base para o refrão cantado por La Brie. Fora isso temos a primeira demonstração da sensibilidade de composição de Rudess em como criar climas para se levantar ou abaixar a música na medida certa.

ENDLESS SACRIFICE - Faixa que começa cadenciada, lenta, mas é onde todo o virtuosismo dos integrantes começa a ser mostrado, com destaque para o solo de Rudess no meio da música.

HONOR THY FATHER - Música nervosa que tem um refrão muito bem colocado por La Brie, e que de cara vemos o quanto este homem mudou para melhor desde a sua entrada na banda. Aqueles agudinhos insuportáveis de Take The Time, Another Day e Innocence Faded se foram, e agora temos realmente interpretações contidas, no caminho que o prog metal pede, como Russel Allen e Ray Alder costumam fazer. Garra ao invés de falsetes e gritos.

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VACANT - Faixa curta no clima do começo de Space Dye Vest que serve de transição para o petardo Stream Of Consciouness.

STREAM OF CONSCIOUNESS - Faixa instrumental onde os caras demonstram todo seu virtuosismo e que nada deve aos clássicos instrumentais da banda como Ytse Jam, Erotomania, Hell´s Kitchen ou Overture 1928.

IN THE NAME OF GOD - Fechamento do albúm com chave de ouro, e onde se encontra o melhor refrão criado pelo DT desde Home. E conta ainda com o fechamento apoteótico colocado por Rudess no melhor estilo Finally Free.

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Fãs de Dream Theater, nos últimos anos todos os integrantes estiveram envolvidos com Spock´s Beard, Fates Warning, The Flower Kings, Platypus, e Liquid Tension Experiment, e isso acabou por influenciar e transformar o som da banda de elaborado para adolescentes para elaborado para adultos. Como diria o começo de METROPOLIS PT.2: "Close Your Eyes And Begin To Relax" e bom divertimento.

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