Resenha - Venomous Fingers - George Bellas
Por Thiago Sarkis
Postado em 04 de janeiro de 2004
Nota: 6 ![]()
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A "borrada" de George Bellas não foi só numa das mais toscas e desenxabidas capas desde o nascimento da guitarra. É decepcionante constatar que ele compôs "Venomous Fingers" numa cava de distúrbios e dúvidas: mandar ver na técnica e arregaçar? Ter maior preocupação com melodias, harmonias, ritmos? Entre tantas perguntas, ele optou por nenhuma em, no mínimo, sete das quinze faixas presentes no álbum.

Em seus lançamentos anteriores Bellas conseguia direcionar as músicas e alcançar seus objetivos. Aterrorizava os guitarristas com as combinações sweep picking e alternadas, ao mesmo tempo mostrando talento como compositor em empreitadas apreciáveis.
Desta vez, ele parou no meio do caminho. Em raras exceções como "Journey To The Stars" e "Run For Cover", deu ênfase a algo. No caso das músicas citadas, foco na técnica. Já pelo lado das composições temos "Above And Beyond", "The Son", "Forever" e "Mayhem", válidas, apesar de lamentavelmente curtas, especialmente as duas últimas.
No restante, tenha certeza, Yngwie J. Malmsteen já fez com mais firmeza, originalidade e pegada.
George Bellas é habilidoso, toca o que bem quiser e impressiona quando tem vontade. De toda forma, precisa definir qual lado agradar, ou se tem capacidade de ser salubre a ambos. "Mind Over Matter" (1997) nos diz que ele pode sim cumprir tal tarefa. Mas, enquanto não parar com essa bobagem de compor sem oferecer um sentido ao que faz, e também dar um fim à palhaçada de agradecer a J.S. Bach, Franz Liszt e companhia limitada em encartes, correremos o risco de ouvir outro "Venomous Fingers".
Sinto muito, pois é um fantástico guitarrista, porém, se ele realmente ouvisse os magníficos compositores que menciona, faria algo muito melhor que isto!
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