Resenha - Freedom Call - Angra

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Por Tiago Dantas
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Em 1997, depois do bem sucedido Holy Land o Angra lançou o EP Freedom Call enquanto preparava o seu terceiro CD de estúdio. O álbum é bastante diversificado contando com covers de outras bandas, versões orquestradas, músicas da primeira demo e outras coisas mais.

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O CD abre com a animalesca faixa Freedom Call que não é exatamente uma faixa inédita, pois já havia aparecido em um bootleg não-oficial da banda chamado Eyes of Christ que contém músicas do Holy Land, Freedom Call e Hunters and Prey (sim o próprio!) na voz de André Matos. Com um riff bem pesado e solos realmente virtuosos o CD começa com o pé direito.

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Depois aparece Queen Of The Night da primeira demo da banda chamada Reaching Horizons e que não entrou no Angels Cry. Aqui aparece remixada, um pouco diferente da primeira versão.

Em seguida aparece a faixa Reaching Horizons da demo de mesmo nome. Uma das músicas acústicas mais belas do Angra, que inexplicavelmente não entrou no Angels Cry. Como sinal de respeito aos fãs o Angra preferiu trazê-la intacta do original pois se tentassem melhorá-la acabariam estragando-a.

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No quarto lugar vem a faixa Stand Away retirada do Angels Cry que aqui aparece em uma versão orquestrada. O Angra consegui retirar todo o peso metal da música e deixá-la apenas com os instrumentos clássicos.

A quinta faixa é na minha opinião uma das maiores surpresas do disco. Nada mais nada menos que Painkiller do Judas Priest que o Angra havia gravado para o álbum A Tribute to Judas Priest - Legends of Metal, no qual o Angra tocou ao lado de bandas como Stratovarius e Blind Guardian. Nesse CD aparece em versão remixada.

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A sexta faixa e talvez uma das de menos expressão do álbum é Deep Blue, que veio do Holy Land, e aqui aparece em versão editada. Sem nenhum comentário extra a ser feito essa não é das melhores do Angra.

A maior surpresa do CD são sem dúvida as faixas Angels Cry e Never Understand. Elas foram retiradas do lendário show acústico do Angra na Argentina, a FNAC. Nessas versões, que em alguns momentos chegam a superar as originais, o Angra converteu as músicas para o violão de forma brilhante. Novos arranjos e até mesmo partes de músicas de outros autores foram usadas, como o caso de Never Understand que vem precedida por Asa Branca. Além de tudo isso, as versões trazem uma platéia completamente empolgada.

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