Resenha - Pearl - Janis Joplin

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Por Ana Therezo
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Na música, como em todas as formas de arte, podemos encontrar dois tipos de artistas: aqueles que, inspirados e talentosos em toda a sua existência (talvez por algo divino), criam e inovam, portanto surpreendem e chocam. Outros, que poderíamos chamar de "esforçados", adquirem experiência com o passar do tempo, contudo nunca chegando à genialidade, devido à falta de talento.
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Olhando para a história da música podemos destacar esses gênios natos e, não raramente, perceber que seu reconhecimento fôra póstumo - talvez por estarem a frente de seu tempo.

Janis Lyn Joplin é um desses casos. Ela, que muitas vezes foi considerada uma lenda extravagante e escandalosa do rock, por outras revelou ser uma mulher sensível e frágil, que recusava comprometer suas convicções, mostrando-se antagonista e genial.

Ironicamente, seu último trabalho - inacabado, editado em 1971, retrata exatamente isso. "Pearl" (apelido da cantora), juntou o talento de Janis "The Full Tilt Boogie Band" - sua melhor, terceira e última banda; resultando no que poderíamos considerar um dos melhores álbuns de sua carreira, digno de qualquer discografia básica.

Em meio a uma de suas melhores fases, a cantora, já com uma considerável "bagagem" de shows e a gravação de um disco alavancado pelo não menos talentoso produtor Paul A. Rothchild (o mesmo do Doors), faleceu. Sua não tão inesperada morte por overdose de heroína e álcool, em 04 de outubro de 1970, privou Janis de saber que a música recém-gravada, "Me and Bobby McGee", dois meses depois se tornaria o maior sucesso de sua carreira (a canção ficou em primeiro lugar na parada norte-americana).

Também são desse disco "Buried Alive In Blues", que acabou se transformando em uma música instrumental, já que os vocais de Janis não puderam ser gravados antes de sua morte, "Cry Baby", "Move Over", "Half Moon", "Woman Left Lonely", "My Baby", "Trust Me", "Get It While You Can" e "Mercedes Benz". Essa última, mesmo 30 anos após sua morte, faz parte da trilha sonora da juventude, muitas vezes repetida em coro, sem nunca esquecer a risada da cantora no final - um momento único.

O símbolo do rock também era a "pérola branca do blues", trazendo sempre influências fortíssimas do estilo para suas interpretações, especialmente nesse álbum. Isso não era de se estranhar, já que Janis, fanática pela cantora de blues Bessie Smith, chegou até a custear sua lápide. Motivo: a original não tinha nem seu nome.

O presidente da Columbia Records escreveu em um dos encartes de um álbum de Janis: "Ela jogou fora, em poucos anos, toda a energia de uma vida". Acrescentaria às palavras dele o fato de que essa energia se tornou imortal através das músicas. E acredite, "Pearl" é a obra que melhor retrata isso!

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Sobre Ana Therezo

Engenheira, Escritora de Araque e, atualmente, moradora das planícies gélidas Canadenses. Fã de Rock em todas as suas vertentes, mas com tendências xiitas ao Heavy Metal, ganhou seu primeiro bolachão - No Rest for the Wicked, em 1988. Vinte e poucos anos depois e, contrariando aqueles que acreditam que o gosto musical muda com o passar do tempo, continua escutando Ozzy, AC/DC, Deep Purple e afins. Colaboradora e leitora do Whiplash! desde que o site tinha caveirinhas na página principal, e que a lista dos melhores guitarristas de todos os tempos era o assunto da vez.

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