Resenha - Burning Down the Opera - Edguy

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 10


Depois de cinco álbuns de estúdio, incluindo "Mandrake", o maior responsável pela inclusão de vez do Edguy no 'mainstream' metálico europeu, chegou a vez da banda alemã liderada pelo vocalista Tobias Sammet soltar o seu primeiro registro ao vivo, já de cara, duplo. Aliás, para quem não sabe, Tobias Sammet foi o responsável pelo projeto Avantasia, que contou com muita gente famosa. Além dos discos do Edguy, e dos dois do Avantasia, este ao vivo é lançado aqui no Brasil pela Rock Brigade/Laser Company.

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Gravado durante a turnê européia da banda, "Burning Dow the Opera" conta ao total com mais de 1h40 de metal melódico tocado com maestria, competência e inclusive, mais peso do que qualquer disco de estúdio do Edguy. E isto é o fato mais interessante do material. As músicas estão mais pesadas, violentas e com pouco (ou até nenhum) teclado ou orquestração. Ou seja, o CD reproduz com fidelidade o que a banda faz em cima do palco (mesmo considerando alguns 'overdubs' e colagens utilizadas para melhorar o sonzeira do disco).

Para este lançamento o Edguy foi experto. Além de incluir todas as partes em que Tobias brinca com os presentes da platéia, os solos estendidos em algumas músicas, e até um solo de bateria, o disco conta com duas músicas do projeto Avantasia: "Inside" (que teve o teclado trocado por guitarra acústica) e "Avantasia", ambas em versões ótimas e apenas com Tobias cantando.

Como se podia esperar, entre as músicas próprias do Edguy no show (músicas mesmo, desconsiderando a faixa com o solo de bateria e a introdução), 50% das músicas referem-se ao "Mandrake", e são elas: "Fallen Angels" (que ficou ótima com o peso a mais nas guitarras), "Painting on the Wall", "The Pharaoh", "Save Us Now" (o que o público agita nessa é surpreendente) e "Tears of Mandrake". Escolhendo somente a nata da carreira, fica muito difícil não dar nota dez para este disco, que está muito bem gravado e mixado. Passando o solo de bateria que também é um destaque (nunca pensei que Felix Bohnke tivesse tanta técnica assim!), a banda não esqueceu nenhum dos seus maiores clássicos, em versões fantásticas: "Babylon", a balada "Land of the Miracle", "The Headless Game", "Vain Glory Opera" e a maravilhosa, na minha opinião, "How Many Miles".

"Burnin Down the Opera" é a prova do sucesso da banda. Instrumentalmente o disco está até superior aos álbuns de estúdio, bem produzido e com um preço acessível aqui no Brasil. Você é fã da banda e ainda não o tem? Não sei o que está esperando para sair atrás! Ah, por fim, seria injustiça minha não falar quão maravilhoso é o encarte do CD que tem exatas 32 páginas.

Site oficial: www.edguy.nu

Line-up:
Tobias Sammet (vocal);
Jens Ludwig (guitarra);
Dirk Sauer (guitarra);
Tobias Exxel (baixo);
Felix Bohnke (bateria).

Track-list:

CD 1:
01. Welcome to the Opera
02. Fallen Angels
03. Tears of a Mandrake
04. Babylon
05. Land of the Miracle
06. Paiting on the Wall
07. Wings of a Dream
08. The Headless Game
09. The Pharaoh

CD 2:
01. Vain Glory Opera
02. Solitary Bunny: Drum Solo
03. Save Us Now
04. How Many Miles
05. Inside (Avantasia)
06. Avantasia (Avantasia)
07. Out of Control

Material cedido por:
Rock Brigade Records/Laser Company Records
http://www.lasercompany.com.br
http://www.rockbrigade.com.br




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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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