Resenha - Kinetic Faith - Bride

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Por Maurício Gomes Angelo
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9


Ano: 1991

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O Bride foi mudando aos poucos. O insano heavy metal oitentista da primeira fase (1987-1990) deu lugar a um cativante, pesado e original hard rock. "Kinetic Faith" é o primeiro exemplar deste novo rumo.

Tudo está mudado. Timbre e pegadas diferentes da guitarra, bateria e baixo mais encaixados no estilo e Dale Thompson muito mais contido. É um estilo de música que agrada a todos os rockeiros, é impossível ficar indiferente as canções criadas pelo grupo.

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Valendo-se de um belíssimo trabalho vocal, alternando momentos mais agressivos e agudos com passagens mais graves e climáticas, o que se vê é um disco homogêneo em sua qualidade do início ao fim. Mesmo com todas as músicas tendo diferenças bem interessantes entre si, o nível nunca cai e jamais soa repetitivo e maçante.

Todas, sem exceção, são agradáveis e contagiantes, e os clássicos são muitos. "Troubled Times", absolutamente magnífica, conquista imediatamente. "Hired Gun", com um interessantíssimo e diferente trabalho instrumental continua a empolgar. "Everybody Knows My Name", uma mescla da fase antiga com a nova, heavy metal com hard rock. Provavelmente o maior clássico deste álbum, inesquecível. "Kiss The Train", com seu grudento refrão, não sai da cabeça. A festa termina com a única balada do cd, "Sweet Louise", feita em homenagem à avó de Dale. É açúcar puro, mas açúcar da melhor qualidade.

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Um tipo totalmente diferente de hard rock, algo único e empolgante, difícil de se encontrar hoje em dia. Procure e ouça, tenho certeza que nunca ouviu nada igual. Saudosos tempos em que o Bride fazia discos com tamanha qualidade.

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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