Resenha - Warning - Queensryche
Por David Soares da Costa Oliveira
Postado em 02 de setembro de 2003
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ano: 1984
Primeiro álbum do quinteto de Seattle, "Warning" ratificou o Queensryche com o título de "futuro do Heavy Metal", característica dada pela revista inglesa Kerrang, a vitrine do Heavy Metal mundial nos anos oitenta. Poucas vezes se viu um primeiro álbum de banda tão bem produzido como este (lembrem-se que estamos em 1984). É o álbum onde Wilton e De Garmo mostram o seu melhor trabalho (ou um dos melhores, não esqueçamos do que os dois fizeram em "Rage for Order" e "Operation: MindCrime") enquanto uma dupla de guitarristas. Scott Rockenfield com sua bateria muito bem afinada e com um trabalho sempre muito bem feito. Eddie Jackson com seu baixo pulsante, muitas vezes marcando só o bumbo, ou seja, uma cozinha de primeiríssima linha. E Geoff Tate, que com o passar dos anos ratificou sua condição de grande vocalista ganhando, inclusive, o apelido de "Mr. Voice". O seu trabalho neste disco de estréia do Queensryche é simplesmente assustador! Com uma voz encorpada de um timbre inigualável, subindo e baixando tons com enorme facilidade, o então garoto (naquela época realmente um garoto) mostra para muitos o que é realmente interpretar e emocionar a todos os que escutaram e escutam esse disco até hoje.

Warning – a faixa-título do álbum começa com um coral feito por Tate em vários tons mostrando a versatilidade e bom gosto do vocalista. Guitarras pesadas, coesas e muito bem introsadas, como uma dupla de guitarristas deve soar, com um baixo e uma bateria ao fundo ditando o ritmo.
Em force – nessa música Rockenfield começa a mostrar suas facetas como um grande baterista. A voz, como sempre, muito bem colocada. Guitarras com um timbre belíssimo, um acompanhamento de Jackson, sem nada de mais, mas de extremo bom gosto. É uma das músicas onde Tate dá um show de interpretação.
Deliverance – uma música excelente que mantém o ótimo nível do álbum.
No Sanctuary – nessa faixa Tate arrasa! Ouça e confira. Guitarras com muito felling e cozinha perfeita. A segunda balada de banda até então, o arranjo orquestral de Michael Kamen torna essa música um clássico, muito melhor que sua antecessora "Lady Wore Black", presente no EP de ’83.
NM 156 – nessa música o Queensryche dá uma prévia do que seria o seu álbum seguinte, "Rage for Order". Aqui a banda acrescenta com maestria um pouco de progressivo ao Heavy Metal, de forma espetacular! É o grande dueto de Wilton e De Garmo no disco. Uma cozinha maravilhosa (como sempre) onde encontramos um Scott Rockenfield inspiradíssimo, e onde Tate mostra como um vocalista de Heavy Metal deve ser versátil, com uma voz explorando um tom mais grave durante grande parte da música e explodindo num refrão marcante e empolgante.
Take Hold Of The Flame – essa música já nasce sendo um clássico, talvez o maior clássico da banda até hoje. Um refrão maravilhoso, uma linha de voz perfeita, belíssimos solos de De Garmo e uma linha de bateria simplesmente brilhante. É o carro-chefe do disco e da banda até hoje.
Before The Storm – a mais fraca do disco, se é que ele tem alguma música fraca. Não empolga tanto quanto o restante do álbum, mas mesmo assim é uma boa faixa.
Child Of Fire – um dos momentos mais heavy do disco, com toda a certeza. Nessa música Tate dá um show particular em termos de interpretação da letra, que é forte. Bom gosto especial de Michael Wilton no solo que vem depois do dedilhado, também feito por ele, talvez o melhor solo de toda a sua carreira. O restante da banda, como sempre, está muito bem, mas os destaques são realmente os dois já citados. São músicas como essa que sempre remeteram o Queensryche ao Heavy Metal inglês, neste caso especial, a bandas como Raibow e Deep Purple.
Roads To Madness – Simplesmente magnífica, esta música mostra dois momentos distintos. No primeiro a banda mostra um feeling singular, desde o riff do começo, passando pelo dedilhado, e a cozinha cadenciada até o refrão arrepiante onde Tate mostrava já que sem dúvida era (e ainda é) uma das maiores vozes de todos os tempos, sempre fazendo o que a música pede, nem mais, nem menos. No segundo momento um Heavy Metal muitíssimo bem tocado, rápido e pesado e com um vocal forte e agressivo.
Sem dúvida um dos maiores discos de Heavy da história. Podem ter certeza disso.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
A banda portuguesa com o melhor álbum de 2026 até agora, segundo Milton Mendonça
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
As três bandas de prog que mudaram para sobreviver ao punk, segundo o Ultimate Guitar
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
Os artistas que passaram toda carreira sem fazer um único show, segundo Regis Tadeu
A banda dos anos 80 que Pete Townshend trocaria por 150 Def Leppards
Roland Grapow traz ao Brasil show celebrando 30 anos de clássico do Helloween
Andreas Kisser relembra quando foi chamado de vagabundo por tocar no Sepultura
Quando roubaram mais de um milhão em dinheiro do Led Zeppelin que nunca mais foi recuperado
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Lars Ulrich elege o maior baterista da história; "Com todo o respeito a Neil Peart"
A banda de rock dos anos 1990 que o ator Brad Pitt considera a "maior de todos os tempos"
A música de Paul McCartney que John Lennon, dos Beatles, queria ter cantado

Quando Axl Rose apresentou o Queensryche na turnê "Operation: Mindcrime"
Geoff Tate rasga elogios a Todd La Torre, seu substituto no Queensryche; "Um cantor maravilhoso"
Geoff Tate revela que "Operation: Mindcrime III" sai em maio
O melhor disco de heavy metal lançado em 1988, de acordo com o Loudwire
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



