Resenha - Master Of The Grotesque - Infested Blood
Por Thiago Ianatoni
Postado em 20 de agosto de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Publicado originalmente no site HMS Brazil.
O CD é macabro. Corpos despedaçados e parcialmente necrosados pendurados em correntes enormes de aço sobre um limbo de tons ocre dão o ar infernal ao primeiro álbum da banda Pernambucana de Brutal Extremo, Infested Blood.

O CD foi lançado no inicio do ano pela Blackout Discos, um selo local, e conta com nove faixas do mais puro massacre de instrumentos coletivos. É extremo em todos os acordes e notas. É porrada de sair com os ouvidos ensurdecidos.
O encarte, muito bem feito, nos coloca na atmosfera que dá titulo ao trabalho, The Master Of The Grotesque. Uma rápida olhada é o bastante para sentir náuseas. Verdadeira visão do crepúsculo, trás além das informações técnicas, as letras das musicas, aliás, forma única de desvendar o conteúdo de seus petardos.
No cd, faixa após faixa do melhor metal extremo, guitarras e baixo fazendo um som destruidor, barulhento, por vezes, sem definição, mas integralmente com muita ira. A bateria de Beto Santos é incansável, pedais duplos enlouquecem o juízo de qualquer um, e a alternância de vocais completa o conjunto. Ora Cristiano faz o tradicional gutural grave, como alguém que vomita blasfêmias, ora atormenta a lá Filth (Cradle of Filth).
Musicalmente, o cd não trás grandes variações de arranjos. Faixa após faixa as batidas, os riffs e tudo mais se assemelham: "eis a trilha sonora do inferno". Nas letras, o mal, a morte, e as mazelas da vida permeiam cada enredo, construindo letras céticas e pessimistas, e por vezes rodeadas de um bom humor negro como na faixa quatro, Heterosexual Apocalypse.
A etapas de produção foram muito bem realizadas. Gravações perfeitas, mixagem e masterização impecáveis, cada detalhe colocado a altura e a perfeição do que se necessita para um extremo brutal como esse. Como os créditos dessas etapas estão creditados à própria banda, aconselhamos a profissionais renomados como Philip Colodetti (Shaman, Holy Sagga) que tomem cuidado, pois, além de diabólicos músicos os caras estão se mostraram exímios produtores.
Agora é conferir nos shows e adquirir nas lojas.
Playlist:
01. Spiritual Antopophagi
02. Infernal Entinty
03. Death Talks Through My Hands
04. Heterosexual Apocalypse
05. The Art Of Canibalism
06. Infested Blood
07. My Rigid Anatomy
08. Victim Of The Dalism
09. Feeding The Will
Banda:
Cristiano Alexandre – Vocal
Carlos Eduardo – Baixo
Antonio Rufgan – Guitarra
Diego Araújo – Guitarra
Beto Santos – Bateria
Site: www.infestedblood.cjb.net
Blackout Discos:
(81) 3221 2091
[email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Alice in Chains que Kerry King considera uma música incrível
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
O melhor cantor que surgiu após os anos 1970, segundo Jimmy Page
Cancelamento de show do Megadeth revolta fãs em Lisboa
Accept tem instrumentos e equipamentos roubados em Barcelona
Rolling Stones compartilham memórias de Amy Winehouse
Os cinco guitarristas favoritos de Dave Mustaine e o motivo de cada escolha
A superbanda que Geezer Butler comparou à segunda vinda de Jesus
Masters of Voices estreia turnê sul-americana; veja setlist
Os 250 melhores álbuns americanos de todos os tempos, segundo a UCR
A lendária banda dos anos 1960 que Eddie Van Halen não entendia: "Poluído demais"
Baixista do Napalm Death ficava triste quando ouvia Alice in Chains
A canção pesada que deixou Ozzy Osbourne e Ritchie Blackmore impressionados
O lendário guitarrista que Ritchie Blackmore disse que tocava de forma estranha
O clássico dos Beatles que Paul tirou da gaveta após 62 anos para casamento da Taylor Swift
As I Lay Dying, banda cristã, explica a proximidade com o Behemoth
O disco que foi criado em meio ao luto e vendeu mais de 50 milhões de cópias
"Muito difícil"; o estilo musical que Ritchie Blackmore tentou tocar mas desistiu

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



