Resenha - SETI - Kovenant
Por Thiago Sarkis
Postado em 25 de julho de 2003
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A história do The Kovenant é bastante interessante e colabora imensamente na explicação do estilo encontrado e destrinchado em "SETI" ("Search For Extra Terrestrial Intelligence"). A letra K é a marca primeva de toda a ruptura, pois foi a partir da obrigatória mudança de nome – antigamente The Covenant - que o conjunto partiu para a sonoridade futurista, como ousaríamos dizer, mas, a qual, se olharmos a fundo, deixa traços importantes de retro.

Ao ouvir as doze faixas que compõem este disco, o qual é denominado pela gravadora de "cybertrash industrial", podemos nos espantar e ficar atônitos perante tanta estranheza. Contudo, apesar de ser um trabalho sério, bem composto e produzido, não tem toda essa originalidade subentendida pelos rótulos vinculados à banda.
O percurso dos noruegueses não é metódico e por isso tende a um final que soe complexo. Contudo, o que verificamos é uma volta aos anos oitenta, especialmente à música pop e gótica da época, atrelada a guitarras pesadas – até certo ponto -, algumas alusões ao black metal dos álbuns do então Covenant, como "In Time Before The Light" (1995), e finalmente um competente experimentalismo no techno propriamente dito.
É interessante que o tecladista Eric Ljungrenn, programador dos samples e todas as partes eletrônicas, não seja considerado como membro oficial do grupo. Sem ele, a estrutura cederia facilmente e músicas com excelente exploração dos sintetizadores, como "Planet Of The Apes", "Keepers Of The Garden" e "Industrial Twilight", provavelmente soariam execráveis.
Se eles realmente procuram por aquilo que o título do álbum deixa nas entrelinhas, avisem-nos que a inteligência extraterrestre não foi encontrada e o que eles fizeram, com autoridade por sinal, foi um caminho curioso de volta ao passado, levantamento de pontos da fase anterior da banda, e experimento da junção de ambos em elementos modernistas.
É fácil localizar isso. "Star By Star", por exemplo, contém partes que certamente sofreram a influência de Depeche Mode ou New Order – mais da primeira citada pelo lado gótico – e também passagens características deste logradouro seguido pela banda desde "Animatronic" (1999), e agora com mais potência em "SETI" (2003).
Site Oficial – http://www.gentechranch.tk
Formação:
Lex Icon (Vocais - Baixo)
Psy Coma (Guitarra)
Angel (Guitarra)
Von Blomberg (Bateria)
Lançado pela Nuclear Blast no exterior - 2003
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A letra de Ronnie James Dio que Tony Iommi e Geezer Butler quase vetaram
O álbum que é o ápice do tédio empacotado para a geração Z, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
O hit do Nirvana sobre Whitesnake, Guns N' Roses, Aerosmith e Led Zeppelin
Corey Taylor e a banda que consegue ser pior que o Nickelback; "Eles são horríveis"
David Gilmour apresenta "guitarra especial" que ficou com pena de leiloar e usou no disco novo

Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



