Resenha - Basta - Simon Chainsaw
Por Guilherme Vignini
Postado em 06 de junho de 2003
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que poderia acontecer quando uma lenda do underground australiano se encontra com uma das mais promissoras bandas do nosso cenário underground? A resposta resume-se nesse álbum "Basta", com muito Rock’n Roll. O Cd ainda tem várias "figurinhas carimbadas" como o Clemente (Inocentes), Rafael Crespo e Daniel Sanches (Planet Hemp), André Fonseca (Okoto) e Johnny Pisano (Marky & The Intruders).

Simon tem uma carreira de 15 anos, primeiro com sua banda o Vanilla Chainsaws, com que conseguiu uma boa repercussão na sua terra natal e chegou a chamar atenção na Europa, mais precisamente pelo selo alemão Glitterhouse Records, que chegou a lançar algum material por aquelas bandas. Com o final do Vanilla, Chainsaw resolveu viajar pelo mundo, e em uma dessas viagens atracou aqui no Brasil, logo se enturmando com o pessoal do cenário underground daqui. Gravou esse Cd tendo como banda de apoio o Forgotten Boys, de São Paulo, que desde 97 tem feito um som bem honesto, batalhando duro e dividindo palco com bandas como Stiff Little Fingers, Lurkers, Ratos de Porão, Backyard Babies, Attaque 77, Marky Ramone, Planet Hemp, Zumbis do Espaço e outros.
O Cd é super pesado, visceral mesmo! Soa como uma banda que toca junta a 10 anos. É um disco de puro Punk Rock. A música título "Basta", com a participação do Clemente é sensacional. Outros bons momentos são "This Time", "Can’t Run", "Thinking ‘Bout It" e "Killing Off The Past". O som está mais para o Punk tradicional a lá Dead Boys, Ramones,
Exploited do que para a tendência "emo" atual. É um som bem cru, com um ótimos vocais e uma "guitarrera" brava, nada açucarado.
Recomendo esse "crossover" a todos que gostam de Rock’n Roll sem "frescuras", barulhento e direto. Ponto a mais tanto para Simon Chainsaw quanto para o ótimo trabalho do Forgotten Boys. E Simon gostou tanto do resultado que já está gravando outro álbum com músicos brasileiros. Parabéns á todos os envolvidos no projeto e ao novo selo "Wild Dogs" que promete abrir espaço para mais lançamentos dessa qualidade.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Aerosmith realiza primeiro dos dois shows comemorativos; veja setlist e convidados
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Os dois guitarristas que Kerry King nunca conheceu após décadas no Slayer
O problema no Alter Bridge que fez Mark Tremonti criar sua própria banda
Jorn Lande conta como foi ter um baterista de black metal em sua banda
O roqueiro que comprou briga com Humberto Gessinger e Samuel Rosa
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
O que Nicko McBrain pensava ao ver Bruce Dickinson no palco antes da saída
Baixista do Candlemass estava de ressaca quando criou a letra da "Paranoid do doom metal"
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
Por que o Smashing Pumpkins foi tirado da abertura do The Police, segundo Corgan
A banda que Pete Townshend e Patti Smith desprezaram e mudou a vida de Scott Ian
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década


