Resenha - Highway to Hell (Digipack) - AC/DC

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Por Alexandre Avelar
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A Epic/Sony, nova gravadora do AC/DC, está relançando os discos da banda em formato "digipack", recheados de fotos, comentários (faltaram as letras, mas isso é fácil de encontrar pela internet), e, o mais importante, com faixas interativas que dão acesso a um link no novo website do AC/CD, onde há faixas inéditas, videoclipes, (mais) fotos, etc.

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O primeiro pacote já saiu no Brasil, incluindo "High Voltage", "Dirty Deeds", "Highway to Hell", "Back in Black", e "Live", este nas versões simples e dupla (Collector's Edition). Em breve sairá a nova série, que incluirá "Let There Be Rock", "Powerage", "For Those About To Rock", "Who Made Who" e "Razor's Edge".

Escolhi este "Highway to Hell" especialmente porque, até então, ele estava fora de catálogo aqui no Brasil, e também por ser o último a contar com Bon Scott, que, sem dúvida, deixou saudades.

Nesta nova versão, o álbum conta com, além do novo encarte com fotos e comentários, a capa original australiana (no verso do encarte), e, na faixa interativa, os videoclipes das músicas "Highway to Hell", "Touch Too Much" e "If You Want Blood", além do áudio de uma versão inédita ao vivo da música "Highway To Hell".

Bem comentar sobre a música do AC/DC é chover no molhado, basta dizer que nenhuma outra banda na história do rock (com todo o respeito aos monstros sagrados Rolling Stones e The Faces) conseguiu captar melhor aquela energia crua do rock'n'roll em suas origens, resgatando aquele espírito festeiro que o rock tinha nos anos 50, e que foi se perdendo com o passar do tempo.

Angus Young, o gênio-mascote-líder do AC/DC (embora quem segure as pontas seja seu irmão Malcolm, um dos melhores guitarra-base de todos os tempos), notabilizou-se não só pelo seu talento com as seis cordas e sua performance no palco, mas também por sua língua ferina, que já desdenhou de Jimmy Page e a pompa musical do Led Zeppelin, e não poupou nem as bandas de punk rock, gênero que tratava com um desprezo altamente irônico.

Em "Highway To Hell" o AC/DC pela primeira vez contou com a produção refinada de Robert "Mutt" Lange, que deixou o som da banda um pouco mais "limpo" que nos discos anteriores. A parceria deu tão certo que foi mantida para a criação da obra-prima que viria a seguir, "Back in Black", com Brian Johnson assumindo o microfone após a morte de Bon Scott.

Quanto às músicas, o que dizer de clássicos como "Highway to Hell", "Girls Got Rhythm", "Touch Too Much", "Shot Down In Flames" e as outras músicas irresistíveis que compõem o disco? Rock'n'roll em sua melhor expressão: groove, feeling, riffs e solos endiabrados, letras sacanas, festeiras e divertidas, enfim, pura diversão.

Talvez seja melhor medir a importância deste disco por sua influência que seria sentida a seguir através de trabalhos tão díspares como o hard pop do Def Leppard; o heavy metal de Accept e Grave Digger; o thrash de Exodus (gravaram até covers de "Overdose" e "Dirty Deeds...") e Annihilator (Jeff Waters até hoje compõe músicas calcadas no estilo do AC/DC, como "Shallow Grave" e "Nothing To Me"); o disco "Electric" do The Cult, que quase chega a ser um plágio do estilo dos irmãos Young; as letras da banda alemã Tankard, herdeiras do estilo de Bon Scott; o heavy'n'roll do Gun Barrel; e, finalmente, os americanos do Nashville Pussy, que chega a ser uma banda-tributo ao AC/DC, tamanhas as semelhanças.

Só pra terminar: quem, mesmo assim, ainda achar pouco o que a nova versão de "Highway To Hell" traz de bônus, pode ainda conferir o box "Bonfire", onde há um CD com versões alternativas de algumas músicas de "Highway to Hell", além de um CD duplo ao vivo gravado na turnê deste maravilhoso álbum.

Bom divertimento!

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