Resenha - SupaRed - SupaRed
Por Fernando De Santis
Postado em 27 de maio de 2003
Nota: 8 ![]()
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Oito entre dez fãs de Heavy Metal Melódico, diriam que Michael Kiske foi o maior vocalista do estilo. Essa quase unanimidade fica de lado quando o assunto é carreira solo. Após os discos "Instant Clarity" e "R.T.S.", já é mais do que sabido que heavy metal não é mais a praia de Michi. Então ao colocar o disco "SupaRed", da nova banda de Kiske, tenha em mente que o que vem pela frente não é metal, e sim um Hard Rock "Pop" da melhor qualidade.

O SupaRed formado por Michael Kiske (guitarra e vocal), Sandro Giampietro (guitarra), Aldo Harms (baixo) e Jürgen Spiegel (bateria), é aquele tipo de banda que apresenta no primeiro álbum, uma série de músicas empolgantes, que deixam a dúvida de que se eles serão capazes de fazer algo tão legal, num próximo lançamento. "Reconsinder" e "Can I Know Now?", as faixas de abertura, têm uma levada pesada e lembram bem o trabalho que Kiske fez em 1993, no disco "Chameleon" do Helloween (porém menos trabalhadas). "Let’s Be Heroes", uma faixa mais pop, é talvez a mais interessante do álbum, com um refrão viciante e uma melodia muito bonita.
Ao fazer a primeira audição deste álbum, a principal dúvida que me veio à cabeça foi tentar definir o estilo musical da banda: se em alguns momentos eles soam pesados, em determinadas músicas eles soam bem pop, como em "A Bit Of Her" e "Overrated". Se não bastasse isso, no disco ainda tem a belíssima balada chamada "Ride On", onde Michi demonstra que a sua velha garganta continua em forma e a acústica "That’s Why".
O Hard Rock de boa qualidade continua nas faixas "Dancers Bug", "Bolling Point Of No Return" (grafada no encarte do CD como "Bolling Points of No Reburn") e principalmente na "Turn It", que cresce muito (e empolga) no refrão. As composições são quase todas de Michi, tendo algumas em parceira com Giampietro. A banda não peca em momento algum, demonstrando estar muito bem entrosada – o que é mais uma vez méritos para Kiske, que produziu o álbum. O ponto fraco do CD fica por conta do encarte com um design de gosto duvidoso, com cores "conflitantes" e com as letras das canções dispostas em uma forma difícil de se acompanhar.
Se você é desses que ficam minutos olhando para a sua coleção de CDs, pensando em qual disco tocar, trate de colocar o SupaRed na prateleira, pois é aquele típico álbum que serve para qualquer momento do dia.
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