Resenha - Puritanical Euphoric Misanthropia - Dimmu Borgir
Por Bruno
Postado em 06 de março de 2003
Nota: 10 ![]()
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A Century Media, que vem fazendo um trabalho estupendo no Brasil, lançou recentemente este torpedo em versão nacional. Lançado originalmente em 2001, Puritanical Euphoric Misanthropia traz o que de melhor pode se esperar de uma banda de Black Metal.
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Pra começo de conversa, caro leitor, se você espera de um disco do Dimmu Borgir algo tosco e barulhento em demasia, só porque os caras se acham os maiores carniceiros-comedores-de-criancinhas do mundo, esqueça! Esse é um preconceito que tem que ser totalmente posto a baixo. Espere, sim, de uma banda de black metal a qualidade de som que você esperaria de qualquer outra banda de renome que você gosta. Qualidade de som, produção, masterização, músicos, composição... Vou frizar mais uma vez essa questão porque tem muita gente que não escuta Death ou Black porque acha que é podreira demais, tosco demais, urrado demais, feio demais... Surpreenda-se com este disco pois ele pode acabar limpando sua mente de muitos preconceitos que a povoam.
Pois bem, vamos ao som! A produção ficou a cargo de Frederik Nordstrom, já famoso por ter produzido outras grandes bandas e por tocar numa das revelações do ano de 2002, o Dream Evil. Gravado no Studio Fredman, em Gothemburg/Suécia, entre Outubro e Novembro de 2000, o disco traz como destaques quase nada... Isso mesmo. Quase nada é destacável neste álbum. Tudo, caro leitor, tudo mesmo, está muito acima da média do que você pode esperar de um Stratovarius, de um Gamma Ray, de um Helloween, de um In Flames...
O nível do álbum é realmente de fazer neguinho babar e babar e babar. As composições são complexas na medida certa, a bateria desfila levadas tão tortas quanto retas com a precisão de um relógio suíço (até quando resolve disparar o bumbo duplo igualzinho a uma AR-15), as guitarras ultra criativas e cortantes em seus timbres perfeitos, o baixo que tanto galopa quanto grooveia (nem tanto), os teclados e sintetizadores que criam um clima macabro e preenchem o som com melodias sinistríssimas e as vozes... ah! as vozes!
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Se eu pudesse falar com Shagrath (vocais urrados) ou Silenoz (vocais limpos) iria perguntar como conseguiram casar tão bem as duas vozes. Como fizeram isso?!? Se você reparar com atenção os vocais limpos em Kings of The Carnival Creation, Hybrid Stygmata - The Apostasy e The Maelstrom Mephisto (além de outras faixas) vai notar um toque progressivo, um quê de Pink Floyd ali. "PINK FLOYD"? É mané! Pink Floyd mesmo! Perfeita mistura, simplesmente emocionante.
Se destacar faixas é necessário, vou ser claro: destacarei as minhas favoritas porque não dá pra destacar nada aqui com outro critério já que, como já frizei anteriormente, o nível do disco é altíssimo. Fear and Wonder e Perfection Or Vanity, que abrem e fecham o álbum respectivamente, por serem instrumentais belíssimas e contarem com a Gothemburg Opera Orchestra. Além dessas e daquelas que comentei anteriormente por possuírem vocais meio "Pink Floydianos" (perfazendo 5 o número de destaques) destacarei Sympozium por ter um começo matador (daqueles que você escuta simplesmente pra rachar o pescoço em 2000 pedaços) e manter o pique até o final.
No fim do disco (pelo menos na versão que tenho) vem um cover de Burn In Hell do Twisted Sister que ficou boa... meio desnecessária mas legal. Legal pra mostrar pros metaleiros mais radicais que até quem bebe sangue em crânios de vacas e usa coletes de couro com pregos podem gostar de uma banda na qual os caras se vestem e se pintam como mulheres.
Enfim, bicho, se você acha que ter um único disco de Black Metal na coleção é importante, com certeza essa é uma ótima opção. Ao invés de comprar um disco de uma banda espanhola de metal melódico que você nunca ouviu falar procure este aqui e não te arrependerás!
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