Dimmu Borgir: Ainda soando atual após 16 anos
Resenha - Puritanical Euphoric Misanthropia - Dimmu Borgir
Por Vitor Sobreira
Postado em 02 de junho de 2017
Nota: 9 ![]()
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É indiscutível, que a banda norueguesa Dimmu Borgir, seja o principal pilar da vertente sinfônica do Black Metal, com composições de estonteante qualidade, além de uma postura visionária e corajosa, que nunca os impediu de seguir aperfeiçoando sua musicalidade. Em menos de 10 anos, já no início dos anos 2000, a banda já ostentava imenso prestígio mundial, e com ‘Puritanical Euphoric Misanthropia’, conseguiram chocar mais uma vez, seus apreciadores e críticos.
Vindo de uma seqüencia de trabalhos impecáveis nos anos 90, e sucedendo o sombrio e magnífico ‘Spiritual Black Dimensions’ (1999), o quinto disco oficial da carreira, lançado pela Nuclear Blast, apresentava uma nova formação, com a entrada do técnico baterista inglês Nick Barker (ex-Cradle of Filth, Lock Up) no lugar de Tjodalv; do guitarrista Galder (Old Man´s Child), substituindo o australiano Astennu, além da efetivação de ICS Vortex no baixo e vocais limpos, no lugar de Nagash. A sonoridade manteve a agressividade, porém com passagens menos sombrias, mas ainda mais viajantes e até experimentais e refinadas, em determinados momentos.
Ao se deparar com a pomposa introdução ‘Fear and Wonder’, o ouvinte da época teve certeza que o lado sinfônico não foi deixado de lado, mas sim ainda melhor encaixado, No entanto, com a chegada de ‘Blessings Upon the Throne of Tyranny’, a pancadaria o fez lembrar de novo do Black Metal – atualizado ao Novo Milênio – com influencias do Death Metal, em riffs cortantes, velocidade e técnica instrumental apurada. Ainda com inúmeras surpresas, o disco segue com ‘Kings of the Carnival Creation’, e seu marcante refrão, cantado por Vortex, ‘Hybrid Stigmata – The Apostasy’, que também conta com climas sinistros, que inclusive remetem de longe, aqueles parques de diversão macabros.
"Puritania" é a faixa mais diferente do trabalho – quiçá de toda a carreira da banda – já que rumou para um terreno Industrial (!)… Entretanto, o "susto" passa com a agressiva "IndoctriNation", e as restantes que fecham o disco (oficialmente) "The Maelstrom Mephisto", "Absolute Sole Right", "Sympozium" (ambas no mesmo mix entre fúria e passagens trabalhadas) e a instrumental "Perfection or Vanity" – que a grosso modo, pode ser interpretada como uma espécie de "complemento" para "Fear and Wonder".
A versão que escrevo, é nacional, e ainda conta com dois bônus especiais: O famoso (e dispensável) cover para "Burning in Hell", da banda estadunidense de Hard Rock Twisted Sister, e uma versão ao vivo, bem bacana e fiel, para a majestosa "The Insight and the Catharsis", presente na obra anterior.
Lançado em março de 2001, ‘Purithanical Euphoric Misanthropia’ – que até hoje soa atual, dinâmico e inovador – foi gravado, mixado e masterizado na Suécia, por Fredrik Nordström e contou com a participação da The Gothemburg Opera Orchestra, composta de treze músicos e conduzida por Gaute Storås (que retornaria em ‘Death Cult Armageddon’ e ‘Abrahadabra’). A arte de capa, por sua vez, ficou por conta de Alf Børjesson (que faleceu em 2012), com layout do renomado Thomas Ewerhard. Simplesmente, soberbo!
Formação:
Shagrath (vocal e sintetizador);
Silenoz (guitarra);
Galder (guitarra – solo);
Vortex (baixo e vocal limpo);
Nicholas (bateria e percussão);
Mustis (teclado, sintetizador e samples)
Faixas:
01. Fear and Wonder (Instrumental)
02. Blessings Upon the Throne of Tyranny
03. Kings of the Carnival Creation
04. Hybrid Stigmata – The Apostasy
05. Architecture of a Genocidal Nature
06. Puritania
07. IndoctriNation
08. The Maelstrom Mephisto
09. Absolute Sole Right
10. Sympozium
11. Perfection or Vanity (Instrumental)
12. Burn in Hell (Twisted Sister Cover)*
13. The Insight and the Catharsis (Live)*
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