Resenha - Immortal Misanthrope - Misanthrope
Por Thiago Sarkis
Postado em 31 de janeiro de 2003
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esse papo de que a França não tem uma boa cena heavy, o qual eu por muitas vezes aceitei e até comentei, começa a sair de moda e se mostrar surreal. Errei e vejo que na verdade o movimento por lá é também forte, todavia tem algumas características únicas, as quais para nós agridem com sua excentricidade, e estranhezas às primeiras audições. Eles procuram algo fora do convencional, apesar de obviamente terem as vertentes do metal bem demarcadas em algumas agrupações.

O Misanthrope é uma prova dessa busca do inusitado. Numa resenha de 1991 sobre "Hater Of Mankind", o debute deles, o crítico se perguntava: "Obituary ou Guns N’ Roses?". E tinha total razão se pensarmos no lançamento referido.
"Immortal Misanthrope", o disco mais recente, é outro resultado original e singular de uma completa zorra, contudo bem organizada por músicos de altíssimo gabarito.
Vocais de death, thrash; guitarras e teclados de melódico e tradicional; sintetizadores incursos no neoclássico; passagens na bateria com similaridades ao que é feito no power metal; baixo soando como NWOBHM às vezes, e por aí vai. Pode parecer idiota, inconcebível, mas é verdade e flui de maneira absurdamente agradável aos ouvidos.
A razão disso está na capacidade que têm de impedir que uma melodia mais pegajosa esmague um riff cavalar tocado no mesmo instante. Também na manutenção da agressividade dos vocais, não se sobrepondo ou invadindo uma ou outra parte neoclássica (Children Of Bodom é uma boa alusão a ser feita sobre a competência dos franceses nesse sentido). Entre outras várias virtudes, as quais nos arrancariam dias de citações.
Fredrik Nordström com certeza teve um trabalho gigantesco para mixar e deixar que as idéias escoassem em boa sonoridade. E se saiu bem, apesar de nitidamente existirem possibilidades de melhora em determinados pontos.
S. A. S de L’Argiliére e seus companheiros realmente merecem aplausos. Mais um ótimo CD que tem o som de uma só banda, o próprio Misanthrope. Com essa ‘personalidade’ marcante e totalmente diferenciada do resto, é difícil encontrar outro conjunto por aí. Talvez só os japoneses do Sigh.
Site Oficial – http://misanthrope.darkriver.net
Formação:
S.A.S de L’Argiliére (Vocais)
Jean-Baptiste Boitel (Guitarras)
Frantz-Xavier Boscher (Guitarras)
Jean-Jacques Moréac (Baixo - Teclados)
Alexis Phélipot (Bateria)
Material cedido por:
Somber Music
Caixa Postal 2089
Osasco / SP – 06114-990
BRASIL
Fax: +55 11 3682-4162
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Linkin Park anuncia álbum ao vivo registrado em São Paulo
Glenn Hughes anuncia afastamento da carreira como artista de palco
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
11 bandas que nunca fizeram um disco tão bom quanto o primeiro
Mick Jagger não volta atrás após crítica aos Beatles: "Às vezes eu digo a verdade"
A música que Paul McCartney escreveu para cantar em cabarés e virou clássico dos Beatles
TMZ divulga novos detalhes sobre a expulsão de Sid Wilson do Slipknot
Steve Harris defende o criticado álbum do Iron Maiden que foi gravado num celeiro
Os melhores filmes de todos os tempos, na opinião de Zakk Wylde
O campeão mundial de Fórmula 1 que gravou solo de guitarra em música do Def Leppard
Kelly Osbourne cobra pensão de Sid Wilson, ex-companheiro e talvez ex-Slipknot
James Hetfield relembra os excessos dos anos 80 e a convivência turbulenta com Lars Ulrich
O vocalista que precisou terminar as gravações de um álbum deitado por causa de uma lesão
Nando Reis explica por que decidiu parar de falar sobre política: "Me ferrei muito"
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto
Rock in Rio: algumas das maiores vaias em edições nacionais
Dream Theater: os segredos do álbum Octavarium
Gil disse que Paralamas são apenas três e fazem som melhor do que os oito Titãs



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



