Resenha - Beyond The Skies Eternity - Ivan Bertolla
Por Thiago Sarkis
Postado em 11 de dezembro de 2002
Nota: 7 ![]()
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Precisa-se de uma orquestra, urgentemente! Ivan Bertolla, compositor australiano, de descendência italiana, mostra em dezessete faixas, preciosos temas, que compõem, sinceramente, a melhor trilha sonora de filme algum, que já ouvi em toda a minha vida.

A guitarra, a princípio, parece ser a via principal, mas não o é. Os teclados / sintetizadores são os guias por aqui, e as orquestrações viabilizadas por estes são destaques absolutos. Muita intensidade e coesão em meio a uma técnica monstruosa, porém que não aparece o tempo inteiro para torrar nosso saco. A velocidade dos solos, bem limpos, surgem como complementos bem postados nas músicas, diferentemente daquele famoso enchimento de lingüiça sem direção ou lógica, tocados fora de momento, na ausência de uma total noção crítica, e também de auto-avaliação.
A produção é ótima e dá uma potência inacreditável aos bons desenvolvimentos de Bertolla. Com costas um pouco mais largas, este rapaz desbancaria muito pretendente a John Williams e facilmente ouvir-lhe-íamos nas telas de cinemas, em filmes de ação, aventura, suspense, terror, séries de esportes radicais, comerciais, etc.
O que pesa aqui é o fato das composições pediram uma orquestra real, com seres humanos, e instrumentos manuseados, e não apenas o abrangente limite do sintetizador. Soa bem, mas inegavelmente seria infinitamente superior caso tudo isso se personificasse. Violinos, violoncelos, flautas, trompetes, quem sabe até harpas. É verdade, o moço pensa longe, seu projeto é audacioso, grandioso.
Outra questão a se levantar é o som da guitarra base, já que esta foi a única vacilada dele no debute "Beyond The Skies Eternity". Escorregou no quiabo nessa. Sorte que ela não aparece tanto e estamos livres para saborear os primeiros instantes de uma carreira que tem bastante a render.
Formação:
Ivan Bertolla (Guitarras – Guitarra sintetizada – Teclados - Violão clássico – Baixo)
Tony Murray (Piano)
Robert Parolin (Bateria)
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