Resenha - Diorama - Silverchair
Por Rafael Carnovale
Postado em 28 de setembro de 2002
Nota: 9 ![]()
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O ano de 2001 foi realmente um ano complicado para os australianos do Silverchair. Após uma excelente apresentação no dia mais lotado do Rock in Rio 3 (aonde consta eles apenas foram ofuscados pelo Capital Inicial, mas com dúvidas), o líder e vocal da banda, Daniel Johns, contraiu um tipo raro de artrite, que o deixou de molho desde o meio de 2001 e em constantes estados de melhora e piora. A artrite não é degenerativa, mas vem sendo difícil para Daniel se curar, o que interrompeu a tour que a banda vinha fazendo.
Numa de suas melhoras sensíveis, Daniel e seus asseclas se reuniram para gravar este cd. "Diorama" é de longe a aposta mais ousada do Silverchair. Foram-se as épocas do estilo grunge que permeou seus dois primeiros trabalhos, "Frongstomp" e "Freakshow" e o estilão mais rock caracterizado em seu último cd "Neon Ballroom". Neste petardo, a banda investiu pesado no trabalho em orquestrações, corais, e climas ambientais, mesclado ao seu rock and roll, criando um cd impressionante, principalmente pela proposta, totalmente diferente de tudo o que a banda já fez.
"Across the Night", a primeira faixa, já causa um certo choque. O vocal de Daniel está suave, e orquestrações e cordas dividem espaço com a guitarra pesada de Daniel e a cozinha de Ben Gillies e Chirs Joannou. O mesmo se repete na faixa seguinte, "The Greatest View", que possui um riff pesado de entrada, mas sofre uma metamorfose musical, com as orquestrações. O resultado: muito bom! Remete ao Queen anos 70, e a bandas como Fleetwood Mac e o Genesis de Phil Collins. O álbum em sua maioria é constituído por boas faixas pop, com toques clássicos, como "Without You" (com um belo trabalho de guitarras e violões), a semi balada "World Upon Your Shoulders", e faixas como "Tuna in the Brine", "Luv Your Life" (belíssima balada, uma das mais bonitas do cd) e baladaça "After all these Years", que encerra o show. As letras são positivas, e Daniel parece não falar de sua doença no contexto, mas isto é algo que cada um deve perceber por si só.
As baladas imperam, mas neste caso, está tudo tão bem feito, cada nota tão bem inserida no contexto do cd, que o resultado fica muito agradável aos ouvidos. Ainda existem resquícios do velho e pesado Silverchair nas revigorantes "One Way Mule" e "The Lever", com seus riffs rasgados e a voz agressiva de Daniel. Eles mudaram, mas não esqueceram como fazer rock.
Um cd surpreendente, que merece ser conferido, e que mostra uma faceta nova deste trio talentoso. Tomara que seu líder se recupere para que a banda possa retomar sua rotina de shows, seria muito interessante ver como o estilo de "Diorama", mesclado aos cd’s anteriores, mudaria o show do Silverchair. Pode conferir sem medo.
Lançado no Brasil pela Atlantic/WEA .
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