Resenha - Stormbringer Ruler; The Legend Of Power Supreme - Domine

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 8


Após 2 cd's de boa repercussão e tours como abertura de bandas conceituadas no meio metálico, os italianos do DOMINE chegam ao seu terceiro cd, mantendo a tradição do chamado true metal: um power metal tipicamente oitentista influenciado por Helloween, Manowar e Running Wild, com temáticas medievais e letras sobre lutas e batalhas. A capa já diz tudo: o guerreiro armado a espera para a luta. Vai encarar?

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E a luta começa com duas faixas de puro power metal oitentista: "The Hurricane Master" e "Horn of Fate" (que junto com outras faixas conta a história da espada negra,em quatro capítulos). Ao ouvir, de cara poderemos nos lembrar de bandas como Rhapsody (principalmente se você estiver lendo o encarte) e Blind Guardian, mas o Domine tem a manha de por um estilo todo próprio, com uma agressividade tamanha, mas mesclando facetas mais épicas e melódicas (cortesia do fantástico vocalista Morby).

Nossa luta prosseguirá em caminhos de fé e sofrimento, embalada pela épica (o vocal de Morby soa quase igual a Eric Adams do Manowar) "Ride of the Valkyries", uma faixa com levada mais cadenciada e extremamente cativante, principalmente pelo clima. É só fechar os olhos e se sentir em um campo de batalha, empunhando uma espada.

Também há momentos puramente speed, como na faixa "The Leader of Men", que lembra o Helloween da época de Kai Hansen, só que com a colocação de teclados muito bem executados e em "The Fall of The Spiral Tower", apesar desta ser um pouco mais cadenciada.

O lado épico retorna nas faixas "The Bearer of the Black Sword" e em "Dawn of a New Day - A Celtic Requiem", o fechamento da história da espada negra. Ambas extremamente épicas, a primeira chegando a lembrar um pouco o trabalho de Richie Blackmore e Candice Night. Mas o maior destaque vai para a balada "For Evermore", que lembra uma famosa banda, que vive no coração de vários metaleiros: Queen... e por acaso esta faixa é dedicada à banda. Uma bela balada pesada, exaltando a eternidade da banda de Fred Mercury e cia. Uma bela homenagem.

A banda é extremamente competente e coesa, tendo no vocalista Morby um grande destaque, embora o mesmo exagere um pouco nos agudos. No mais, um excelente trabalho de guitarras e baixo/bateria, naquele que sem dúvida é o melhor dos trabalhos que a banda já apresentou. Que venha a próxima batalha. Estaremos esperando.

Line Up:

Morby - vocais
Enrico Paoli - guitarras
Riccardo Paoli - baixo
Riccardo Iacono - Teclados
Stefano Bonini - Bateria

Material cedido pela:

Hellion Records
Rua 24 de maio 62 ljs 280/282/308 - Centro - SP
http://www.hellionrecords.com




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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