Resenha - Making Enemies Is Good - Backyard Babies
Por Chuck Hipolitho
Postado em 04 de junho de 2002
Nota: 10 ![]()
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Esse é o terceiro disco dessa banda da Suécia que já tem quase 15 anos de estrada. Dregen, o guitarrista e líder, é um dos fundadores dos Hellacopters, de quem você já deve ter ouvido falar, mas, esqueça-os por enquanto.

Em primeiro lugar, a capa: Estamos em 2002 e está cada vez mais raro encontrar bandas que têm a moral de colocar a própria cara numa capa de disco, ainda mais fazendo pose. A primeira impressão é que são uma mistura de Motley Crue com Guns n'Roses. Punk, ok, também são isso.
Em segundo: O disco. Ele abre com "I Love To Roll", que é simples e claramente o hino mais perfeito gravado até hoje à trilogia "sexo, drogas e rock and roll". Depois dessa o disco engata a segunda e fica impossível não sentir vontade de sair correndo de carro e entrar numa briga.
"Brand New Hate" foi composta por Ginger dos Wildhearts, umas das mais cultuadas, talentosas e mal compreendidas bandas da Inglaterra, e começa com uma espécie de grito de torcida - "making enemies is good" - fazer inimigos é bom. Concordo.
Segundo Nicke Borg, o vocalista, perdeu-se muito tempo "planejando" este disco - "queríamos gravar um álbum clássico, um disco de que pudéssemos nos orgulhar daqui a dez anos, com um veneno que continuasse a fazer efeito ainda daqui a cinquenta".
"The Kids Are Right" abriria o lado B para quem tivesse vinil em casa. Imagine uma música com refrões em coro à "Hard Core de NY". A batida é algo que o Metallica poderia ter feito. Enfim... cheia de clichês maravilhos.
"Bigger With a Trigger", a última faixa, faz você pensar: "com mil diabos, por que essa música não é a primeira??". Tarde demais, comece de novo. Alias, bem lembrado, esta não é a última, a versão brasileira de "Making Enemies Is Good" traz uma faixa bônus, yeah!
O disco tem 14 músicas no total, recheadas de riffs de guitarra, refrões de colar na cabeça, duas baladas, mixado com uma guitarra de cada lado... quase uma sacanagem de tão bom.
Se você venera os Ramones, Guns n' Roses, New York Dolls, Social Distortion, Stooges e se recusa a acreditar que os Strokes são a salvação do rock, esse disco foi gravado para você, e para mais ninguém.
100% carne vermelha, 0% gordura. Clássico.
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