Resenha - Rock In Rio - Iron Maiden

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Por Rafael Carnovale
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O que dizer? Um grande show... uma grande noite. O Iron com sua formação mais competente, acrescido do guitarrista Janick Gers, num show histórico no Rock in Rio em 2001, assistido por 150.000 pessoas, aonde tocaram vários clássicos e várias músicas do novo cd (na época), o bom "Brave New World". Eis que mais de um ano depois esse show sai em cd. E em lançamento simultâneo, com a presença de 2 integrantes da banda (Adrian Smith e Janick Gers) numa festa realizada no Hard Rock Café do Rio de Janeiro. Esse CD demorou para sair. Vários foram os motivos. Problemas com produção, atraso na prensagem,... mas eis que finalmente temos em mão o produto da volta de Bruce e Adrian ao Iron Maiden.

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Quem foi ao show se recorda. O som estava excelente, o melhor da noite. Os efeitos foram bons, mas inferiores à outros shows da mesma turnê, principalmente na parte de pirotécnicos. Mas o que importa neste caso é o som, e este estava perfeito. A 1:15 começava a intro, que como em várias tours do Iron mistura música clássica e temas de terror, seguida da nova Wicker Man, que levanta a galera logo de entrada. A notar: a parede de guitarras se faz bem presente, o vocal de Bruce, embora não seja o mesmo de anos atrás, dá conta do recado perfeitamente, e o CD não parece ter "overdubs".

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Depois desta, segue uma música nova, "Ghost of the Navigator", com a galera cantando tudo. Aliais, vai virar hábito gravar cd’s ao vivo no Brasil, pois a participação do público é a mais intensa que se pode notar, e o cd mostra isso claramente. O novo álbum ainda traria "Brave New World" (cantada em uníssono pela galera), "Blood Brothers" (com o discurso de Bruce citando Britney Spears sendo "delicadamente" retirado do cd) , "Mercenary", "Dream of Mirrors". Excesso de músicas de BNW? Pode ser. Mas ambas são boas e ajudaram a manter o nível do show, embora uma "Wasted Years", uma "Prowler", ou um outro clássico faria deste um show antológico ao extremo.

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Por falar em clássicos eles comparecem em bom número: "Wrathchild" (anunciada por Bruce como uma de nosso período "jurássico") , "2 Minutes to Midnight", "The Trooper", "The Number of The Beast" (uma das mais emocionantes), "Hallowed be Thy Name" (outro grande momento, com a galera acompanhando tudo), "Sanctuary" e a surpresa do final que fez muita gente voltar correndo da saída do show: "Run to the Hills". O grande destaque fica para "Sign of The Cross", que com Bruce ganhou um novo pique, sua vocalização (sem desrespeitar Blaze Bailey) ficou perfeita. Além de "The Clansman", que Bruce interpreta com perfeição.

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O CD está bem produzido, com som claro e a participação do público bem evidente, característica dos cd’s ao vivo do Iron. A parede de 3 guitarras se faz notar em vários momentos, como em "The Trooper", "Wicker Man". A bateria de Nicko está bem nítida, assim como o baixo galopante de Steve Harris. Cada cd ainda vem com 2 faixas multimídias bem interessantes, valendo a pena. A capa já havia sido mostrada anteriormente, mas existe a opção da aquisição do CD em uma capa 3D, que ficou muito bem feita. Bruce parecia inspirado em seus discursos. Uma encenação para ficar bem ao vivo ou apenas um momento de poder do heavy metal? Só os fãs sabem.

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Pessoas irão gostar, pois foi um ótimo show e uma excelente recordação, pessoas irão criticar, pois faltaram músicas antigas e o Iron não tem o mesmo pique de anos atrás. Mas esse CD mostra que a Donzela continua ativa e capaz de mostrar como se faz heavy metal. Agora é esperar o DVD, que deve sair entre julho e agosto.

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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