Resenha - Rock In Rio - Iron Maiden
Por Rafael Carnovale
Postado em 02 de abril de 2002
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que dizer? Um grande show... uma grande noite. O Iron com sua formação mais competente, acrescido do guitarrista Janick Gers, num show histórico no Rock in Rio em 2001, assistido por 150.000 pessoas, aonde tocaram vários clássicos e várias músicas do novo cd (na época), o bom "Brave New World". Eis que mais de um ano depois esse show sai em cd. E em lançamento simultâneo, com a presença de 2 integrantes da banda (Adrian Smith e Janick Gers) numa festa realizada no Hard Rock Café do Rio de Janeiro. Esse CD demorou para sair. Vários foram os motivos. Problemas com produção, atraso na prensagem,... mas eis que finalmente temos em mão o produto da volta de Bruce e Adrian ao Iron Maiden.

Quem foi ao show se recorda. O som estava excelente, o melhor da noite. Os efeitos foram bons, mas inferiores à outros shows da mesma turnê, principalmente na parte de pirotécnicos. Mas o que importa neste caso é o som, e este estava perfeito. A 1:15 começava a intro, que como em várias tours do Iron mistura música clássica e temas de terror, seguida da nova Wicker Man, que levanta a galera logo de entrada. A notar: a parede de guitarras se faz bem presente, o vocal de Bruce, embora não seja o mesmo de anos atrás, dá conta do recado perfeitamente, e o CD não parece ter "overdubs".
Depois desta, segue uma música nova, "Ghost of the Navigator", com a galera cantando tudo. Aliais, vai virar hábito gravar cd’s ao vivo no Brasil, pois a participação do público é a mais intensa que se pode notar, e o cd mostra isso claramente. O novo álbum ainda traria "Brave New World" (cantada em uníssono pela galera), "Blood Brothers" (com o discurso de Bruce citando Britney Spears sendo "delicadamente" retirado do cd) , "Mercenary", "Dream of Mirrors". Excesso de músicas de BNW? Pode ser. Mas ambas são boas e ajudaram a manter o nível do show, embora uma "Wasted Years", uma "Prowler", ou um outro clássico faria deste um show antológico ao extremo.
Por falar em clássicos eles comparecem em bom número: "Wrathchild" (anunciada por Bruce como uma de nosso período "jurássico") , "2 Minutes to Midnight", "The Trooper", "The Number of The Beast" (uma das mais emocionantes), "Hallowed be Thy Name" (outro grande momento, com a galera acompanhando tudo), "Sanctuary" e a surpresa do final que fez muita gente voltar correndo da saída do show: "Run to the Hills". O grande destaque fica para "Sign of The Cross", que com Bruce ganhou um novo pique, sua vocalização (sem desrespeitar Blaze Bailey) ficou perfeita. Além de "The Clansman", que Bruce interpreta com perfeição.
O CD está bem produzido, com som claro e a participação do público bem evidente, característica dos cd’s ao vivo do Iron. A parede de 3 guitarras se faz notar em vários momentos, como em "The Trooper", "Wicker Man". A bateria de Nicko está bem nítida, assim como o baixo galopante de Steve Harris. Cada cd ainda vem com 2 faixas multimídias bem interessantes, valendo a pena. A capa já havia sido mostrada anteriormente, mas existe a opção da aquisição do CD em uma capa 3D, que ficou muito bem feita. Bruce parecia inspirado em seus discursos. Uma encenação para ficar bem ao vivo ou apenas um momento de poder do heavy metal? Só os fãs sabem.
Pessoas irão gostar, pois foi um ótimo show e uma excelente recordação, pessoas irão criticar, pois faltaram músicas antigas e o Iron não tem o mesmo pique de anos atrás. Mas esse CD mostra que a Donzela continua ativa e capaz de mostrar como se faz heavy metal. Agora é esperar o DVD, que deve sair entre julho e agosto.
Outras resenhas de Rock In Rio - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Fabio Lione publica desabafo irônico que supostamente mira sua ex-banda, o Angra
Manager de Tony Iommi considerou letras de Jorn Lande "muito sombrias"
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Por que Derek Riggs não fez a capa de "Fear of the Dark", segundo o Iron Maiden
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Pearl Jam segue à procura de novo baterista, revela Jeff Ament
A melhor cantora brasileira de metal na atualidade, segundo Ricardo Confessori
Malvada anuncia Cyz Mendes como nova vocalista
O disco ao vivo do Judas Priest que mudou a forma de cantar de Michael Sweet
Jairo Guedz sobre as regravações dos Cavalera: "A magia, para mim, está no original"
Steve Vai se coloca à disposição para sequência de "A Encruzilhada"
Edu Falaschi diz que foi um dos primeiros cancelados da história da internet do Brasil
O melhor vocalista de rock da geração dos anos 1990, segundo Bruce Dickinson
O clássico que para Geddy Lee foi "o mais perto que o Rush chegou de uma canção pop"

Por que o Iron Maiden é tão venerado pelos seus fãs?
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Nicko McBrain expõe o clima do Iron Maiden no show de adeus de Bruce Dickinson
Os acertos e os erros que o Iron Maiden levou a Curitiba na turnê de 50 anos
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



