Resenha - Rock In Rio - Iron Maiden
Por Ricardo Seelig
Postado em 27 de fevereiro de 2005
Chega-se a um ponto onde é impossível separar a paixão da razão. Explico: a maior e mais influente banda da história do heavy metal volta com a sua formação clássica, resolve que vai ter três guitarristas, lança um ótimo disco de estúdio, roda o mundo e fecha com chave de ouro a tour no maior festival do planeta.
"Rock In Rio" retrata com fidelidade o show realizado dia 19 de janeiro de 2001 na capital carioca. Apesar das já amplamente discutidas colagens promovidas por Steve Harris, o resultado final é simplesmente matador. O disco é fantástico. A sonoridade está demais, com as guitarras bem na cara e a bateria de Nicko McBrain em destaque.
Ouvindo o CD, vemos que Bruce Dickinson deu muito mais vida as músicas da era Blaze ("Clansman" e "Sign Of The Cross", essa última uma das melhores do show), além de renovar e dar ainda mais fôlego e empolgação a clássicos indiscutíveis como "Hallowed Be Thy Name", "Run To The Hills", "Fear Of The Dark" e "Evil That Men Do". As novas canções, como "Wicker Man", "Ghost Of The Navigator", "Blood Brothers" (espetacular!) e "Dream Of Mirrors" também não fazem feio, podendo desde já figurarem na vasta coleção de clássicos da banda.
Analisando o set list, sente-se que certas músicas estão meio esgotadas e merecem um descanso, e isso fica claríssimo em "Two Minutes To Midnight" e "Sanctuary", além de que algumas músicas novas não funcionarem muito bem ao vivo, como "The Mercenary" com seu refrão extremamente repetitivo. Para a próxima tour eles poderiam excluir essas músicas e incluir algo como "Aces High", "Powerslave" e "Phantom Of The Opera".
Sem dúvida alguma, o melhor ao vivo do Iron Maiden desde o inigualável "Live After Death". Longa vida à donzela de ferro!
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