RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

O clássico do Dead Kennedys que deve sua criação à ex-banda de Lemmy

O que Nirvana e o hip-hop têm a ver com o peso do Lamb of God, segundo Mark Morton

Vocalista Andrew Freeman não faz mais parte do Last in Line

Donn Landee, engenheiro que ajudou a moldar o som do Van Halen, morre aos 79 anos

Novo baterista do Foo Fighters, Ilan Rubin conta como conseguiu a vaga

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"

O dia que Blaze Bayley achou que sua voz parecia com a de Ronnie James Dio (e se enganou)

A mentira que ajudou o The Police a decolar; "Decidimos aplicar um golpe"

Steve Howe (Yes) conta por que foi autodidata na guitarra

"Provavelmente demos um tiro no próprio pé" diz Rich Robinson, sobre o Black Crowes

Produção do Bangers Open Air conta como festival se adaptou aos headbangers quarentões

Max Cavalera diz que tema de novo disco do Soulfly poderia render um filme

Ouça o single punk gravado por Dave Murray antes do sucesso com o Iron Maiden

As bandas que Steve Howe recusou antes de se juntar ao Yes

Rob Dukes não levou raiva por demissão em conta quando aceitou voltar ao Exodus


Dish Carpens
Stamp

Resenha - Electro-Cidade - Astronautas

Por
Postado em 17 de julho de 2005

Existe vida inteligente no rock feito no Brasil (não confundir com rock brasileiro). Você procura aonde? Enquanto a MTV mostra o resultado de conchavos armados sob uma carapuça escrota e individualista (bandas gaúchas? Bandas cariocas?), repleta de falsa atitude e pose milimetricamente estudada, gente bacana como a que toca o selo goiano Monstro Discos lança bandas como esses Astronautas aqui resenhados. Electro-Cidade é um suspiro de fôlego renovador. É um disco de rock sincero, poderoso, muitíssimo bem produzido, com um artigo raro chamado conceito. O mote aqui é o homem do futuro, um dia imaginado em antigos filmes de ficção científica e livros de Isaac Asimov. Só que o futuro chegou e esses homens somos nós.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

O power trio recifense – o rock feito no Nordeste está entre os melhores do underground mundial – utiliza de maneira bem pessoal referências bacanas como Queens Of The Stone Age, surf music, Kraftwerk, cultura trash e a tecnologia digital, gerando o maravilhoso casal música+letra, algo cada vez mais difícil de se encontrar por aí. A abertura, com o rockão sarado "Cidade Cinza", fala da vida corrida nas grandes metrópoles: "pedestres passam, palavras ficam". "Tecnologia" e "Comunicação em Bossa Moderna" são quase proféticas e definem o atual estado difuso que se encontram música e músicos em meio à ilógica das facilidades da tecnologia; se a primeira diz "eu vou compor uma música eletrônica no meu violão", a segunda ensaca João Gilberto nos HDs da vida e resume o pânico da indústria fonográfica em uma frase: "serão todos sampleados em sistema digital".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

A urgência do discurso encontra corpo ideal nas fortes composições. "Compulsivo", "Fora de Controle", "Não Faço Nada" (uma das melhores letras do disco) e "Monotonia" são hits prontos nos cornos do robot rock que a imprensa musical tentou inventar anos atrás. O líder e principal compositor do conjunto, André Frank, também tratou de fazer as programações eletrônicas e aqui elas são mais que mero apêndice; elas dão sentido à tudo. E, ironia maior, "Sentimentos" é a faixa menos orgânica do álbum.

Astronautas é uma banda pronta cheia de desafios por completar. Não se mistura à podridão do establishment das magérrimas "rádios rock" e o esquemão MTV. Puxa para si um lugar no universo das boas bandas brasileiras (das quais algumas estão na própria Monstro) e pede licença para não participar das chantagens. Como canta Frank em "Compulsivo", "meu universo é paralelo e nunca foi o seu". Pra ficar melhor, basta que você, obtuso leitor, entenda a mensagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

(Monstro Discos)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bangers Open Air


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Nelson Endebo

Estudante de Comunicação Social na Puc-Rio, cheirou dúzias de carreiras de Música e hoje é completamente debilitado por causa disso. Tem um corte no córtex por causa do Mr. Bungle, mas acredita que isso seja legal. Doutrinado no bom e velho Metal (ainda chora ouvindo o grande Venom), aprendeu a ouvir Jazz e Samba na marra. É responsável pela coluna Nós do Noise e colabora com o site Bacana e a revista Valhalla. Sua máxima é: "quanto mais você sabe, mais você sabe que pouco sabe". Traduzindo, gosta de aprender e de ensinar. Espera poder somar algo à família Whiplash a partir de 3, 2, 1 segundo!
Mais matérias de Nelson Endebo.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS