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Resenha - Together We're Heavy - Polyphonic Sprees

Por Francisco Marés (Dying Days)
Em 20/08/04

O Polyphonic Spree é um estranho milagre da nossa época. Em tempos tão mesquinhos, nos quais o ter é mais importante que o ser, o corpo é mais importante que a alma e os sonhos são apenas catálogos de uma loja de departamentos qualquer, é difícil acreditar que alguém ainda tenha coragem de tentar alcançar, com a mesma determinação de Brian Wilson, o som dos anjos.

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E é exatamente isso que Tim Delaughter parece determinado a descobrir com seu mais novo projeto: criar uma gigantesca banda – com direito a cordas, metais, sopros e até mesmo um coral gospel - para traduzir em música o que as palavras não podem explicar.

Em "Together We’re Heavy", todo o caldeirão sonoro da maior banda dos últimos tempos – pelo menos em número de integrantes – está mais centrado e ciente de seus objetivos, diferentemente da estréia, "The Beginning Stages Of...", que, apesar de toda sua beleza e complexidade, foi gravado às pressas apenas para divulgar os shows do Polyphonic Spree em seu estágio inicial. Aqui, alternam-se momentos de pura lisergia e grandes canções pop, e a banda preenche cada espaço do disco com melodias sublimes e arranjos que oscilam entre a delicadeza e o exagero. É impossível dizer que o trabalho não é pretensioso, mas o resultado final ultrapassou de longe suas próprias pretensões – e isso é o que realmente interessa.

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A faixa de abertura, "A Long Day Continues – We Sound Amazed", já escancara os objetivos de Tim Delaughter: a introdução aponta para uma canção pop convencional, com direito até a guitarras, mas logo em seguida sobram apenas a voz de Tim, um piano e um quarteto de cordas. A música segue com diversas mudanças de andamento, alternando o peso do coral e das guitarras com a sutileza do piano e da discreta e sutilmente desafinada voz do líder dos Sprees – que em muitos momentos lembra a de Jason Lytle, do Grandaddy, e até mesmo a de Chris Martin, do Coldplay. Mas todas essas mudanças não soam artificiais e forçadas; a composição da canção faz com que elas sejam a seqüência natural da parte anterior. Outra que segue esse mesmo tipo de andamento é "When The Fool Becomes The King". Quando a canção acaba, você não lembra como ela começou, tamanha a variação de melodias, andamentos e arranjos que são visitados ao longo de seus dez minutos.

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Mas "Together We’re Heavy" não é formado apenas por canções longas e difíceis. A inacreditável "Hold Me Now" poderia estar tocando agora em uma rádio dirigida por anjos embriagados. A referência básica é óbvia: Sargent Pepper’s. O arranjo lembra muito canções como "Fixing A Hole", "A Day In Life" ou até mesmo uma "She’s Leaving Home" festiva. O refrão, cantado em uníssono pelo coro do Polyphonic Spree, é daqueles que deixam qualquer pessoa com um sorriso de orelha a orelha. Outra canção para ser cantada com o coração na boca e um grande sorriso no rosto é o mantra "Two Thousand Places". Alternando momentos solo de Tim Delaughter no piano e verdadeiras explosões de metais, cordas, sopros e vozes, aqui Tim resolve mostrar todo o seu arsenal de instrumentos.

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Os momentos alegres, porém, não são uma unanimidade. "Diamonds (Mild Devotion For The Majesty)" escancara um outro lado do Polyphonic Spree, bem mais melancólico, introspectivo, com um arranjo mais limpo e discreto. Mas essa sutileza não transforma a canção em algo frio, muito pelo contrário: conheço poucas canções mais emocionantes do que essa. Se você está com o coração mole, ela com certeza te levara às lágrimas, especialmente no momento mágico em que entram os grandiosos naipes de metal.

Depois de uma hora de encantamento, beleza e lisergia, você finalmente volta ao mundo real. É uma pena; a mágica de "Together We’re Heavy" não dura para sempre. Mas com certeza, logo após ouvir o encerramento do disco com a estranha faixa-título, você sentirá um desejo imenso de sentir o poder das composições e dos arranjos do Polyphonic Spree novamente. Esse disco com certeza não será esquecido no fundo de uma gaveta; sua magia dura para sempre.

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