Resenha - Live in London - Judas Priest
Por Rafael Carnovale
Postado em 16 de junho de 2003
Nota: 9 ![]()
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Desde que Tim "Ripper" Owens assumiu o posto de vocalista do JUDAS PRIEST, substituindo Rob Halford (que vai muito bem, obrigado!), a banda lançou dois álbuns de estúdio (o pesadíssimo "Jugulator" e o diversificado "Demolition") e um cd ao vivo (o fantástico "98’ Live Meltdown"). Agora em 2002 sai mais um cd ao vivo, gravado na lendária Brixton Academy de Londres. Fica a pergunta: porque um cd ao vivo para cada cd de estúdio? Haveria alguma necessidade de provar que a banda ainda é matadora ao vivo e que Ripper é um bom vocalista?
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Este ao vivo chega ao mercado cercado por polêmicas: inicialmente seria um show especial, contando com um "set-list" ampliado do que vinha sendo tocado na "Demolition Tour" (que passou pelo Brasil em setembro de 2001) com músicas que a banda não tocava ao vivo há tempos. Depois veio a bomba: Halford voltaria ao Priest e Ripper estava fora, fato que foi desmentido por todos os lados. E no meio de todas as histórias estava "Live in London", esperando para ser lançado.
O cd de fato contém um set bem maior que o costumeiro (inclusive maior que o DVD de mesmo nome que saiu cerca de meio ano antes, em 2002) e com a inclusão de músicas não tocadas pelo Priest há anos (como "Turbo Lover", "Desert Plains" e "Running Wild"). E o que podemos tirar deste cd?
Uma grande performance: Desde a abertura com "Metal Gods", seguida pela fantástica "Heading Out to the Highway" até a versão mais lenta de "Diamonds and Rust", passando pelas já conhecidas "Burn In Hell" , "Painkiller" e fechando com "Hell Bent for Leather", o Priest mostra que está melhor do que nunca em cima de um palco. O cd tem qualidade de som perfeita e nota-se o mesmo fato que norteou seu antecessor "98’Live Meltdown": o Priest abaixou a afinação das guitarras para encaixar a voz de Ripper.
Ripper aliás é o grande destaque deste cd: sua voz melhorou muito, embora ele tenha uma presença de palco bem previsível (como quando fala "Do we have any law breakers out there?" em "Breaking the Law" ou "What is my name?" em "The Ripper") repetindo por muitas vezes o mesmo discurso de shows anteriores. Mas sua voz demonstra uma grande evolução, como podemos conferir em "Painkiller" (uma melhora impressionante) e em "The Sentinel", aonde ele não cai mais nos tons guturais. Uma boa surpresa. Assim como são surpresas as presenças de "Desert Plains" (que versão matadora) "Turbo Lover" (sem os efeitos eletrônicos de outrora, e muito bem tocada) e as novas "Hell is Home", "Feed on Me" e "One on One" que soam bem ao vivo, melhor até do que no cd "Demolition"
O resto do cd (duplo por sinal) é um desfile dos clássicos que o Judas Priest já apresenta em qualquer show: "Grinder", "Touch of Evil", "Green Manalish", "Hellion / Eletric Eye", a supreendente "United" (que começou a ser tocada nesta turnê) e a bela balada "Beyond the Realms of Death". As guitarras de Gleen Tipton e K.K. Dowing continuam afiadas, assim como a pesada bateria de Scott Travis, complementados pelo competente e discreto baixo de Ian Hill.
Um bom cd, que poderá ser considerado por muitos como um caça níqueis, mas que mostra um Judas Priest consolidado com uma mudança drástica na formação e já re-integrado ao metal que sempre o consagrou. Tomara que saia logo uma versão nacional. Compre!
Lançado em 2003 no exterior pela SPV/Priest Records.
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