Resenha - Beyond The Tomorrow - Thoten
Por André Toral
Postado em 09 de abril de 2001
Nota: 8 ![]()
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O Thoten talvez tenha sido a maior expectativa nacional do cenário metálico desde que se instalou a idéia da banda conceber um CD, tendo, para isso, gravado as famosas demos. Devido a este feito, conseguiu ótimas críticas na mídia especializada, fazendo com que se tornasse bem conhecida, mesmo não possuindo um álbum.

Eis que a longa espera se foi, após muitos shows, mudanças de formação e contratempos variados. Temos "Beyond The Tomorrow" como um álbum que se destaca, acima de tudo, pela maravilhosa produção. Embora os fãs tivessem suas dúvidas quanto ao estilo da banda após um recesso tão grande, pode-se dizer que o conteúdo musical apresenta heavy clássico com influências nítidas de progressivo, e, ainda mais, momentos puramente Dream Theater dos tempos de "Images And Words", inclusos no posicionamento dos teclados e seus arranjos. E, para começo, podemos notar isso em "Ashes In The Abyss", que se mostra muito empolgante e bem variada. Já com toques mais agressivos, sem deixar de soar melódica, temos "Keeping Silence", possuindo ótimos riff principal e vocal.
No campo mais rápido, destacam-se "Above The Law", com uma linha fantástica nas melodias vocalizadas, e "Altar Of Freedom", não deixando de demonstrar as características mais latentes da banda quanto ao que já foi dito sobre o estilo. Ao se mostrar criativo sem soar repetitivo, no campo das baladas, o Thoten mostrou competência para apresentar "Christened By Flame", mesclando passagens mais pesadas; "Lady Of The Lake", tão formosa quanto nos tempos da demo - inclui-se peso; e "Wild Life", com solos sensacionais.
Para concluir, a faixa-título, com mais de 10 minutos de duração, mostra-se cheia de variações, o que não a deixa cair na chatice. A sensação que fica é que o Thoten já nasceu pronto para o cenário. O álbum, após um processo de produção com os próprios músicos e Kiko Loureiro (Angra), aperfeiçoou bastante a musicalidade da banda, e a prova definitiva encontra-se aqui. No lado instrumental, Frank Schieber (guitarrista) se apresenta de forma magnífica, assim como toda a banda, além de Renato Tribuzy (vocalista), que fica entre o melódico e agressivo, entre Mike Kiske (ex-Helloween) e Rob Halford (Halford). Sim, quanto tempo, mas valeu a espera. Agora é só curtir.
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