Resenha - V - Symphony X
Por Rodrigo Simas
Postado em 13 de novembro de 2000
Nota: 9 ![]()
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Tecnicamente perfeitos, o Symphony X vem com esse V mostrando excelentes composições, grandes melodias e bastante peso sempre com sua veia progressiva.
Se era esperada alguma mudança ou evolução no estilo da banda, isso não ocorreu, e o novo album segue exatamente a fórmula usada nos anteriores, com músicas muitíssimo bem tocadas, ótimos arranjos, quebras de tempo e tudo que um bom fan do Symphony X com certeza quer ouvir, pois a banda ficou ‘famosa’ exatamente por essas qualidades, e talvez a única diferença latente seja lírica, visto que V é um disco conceitual.
Michael Romeo continua liderando nas 6 cordas, e realmente na atualidade, no estilo que toca, ele não vê muita gente na sua frente, pois o que o cara toca é brincadeira... além de ter uma pegada pesadíssima, um timbre de guitarra poderoso e riffs perfeitos como em "Fallen", ou na maravilhosa "Egypt" ( que também tem uma performance extraordinária do vocalista Russel Allen, ainda mais no refrão), ele ainda goza de ter uma bandaça o acompanhando:
Russel Allen, já citado, é um grande vocalista, sem exageros vocais, e sabe muito bem colocar sua voz perfeitamente nas composições, muitas vezes em partes complicadíssimas onde o instrumental quebra de tempo diversas vezes, sempre com muito feeling e técnica.
Michael Pinnella (teclados) dispensa apresentações, virtuoso no seu instrumento ele é a dupla perfeita para Michael Romeo nos duetos de guitarra/teclado.
A cozinha é formada por Michael Lepond (o novo baixista) e Jason Rullo (bateria) e se alguém tiver alguma duvida de como eles seguram facilmente a barra que é tocar no Symphony X, é só ouvir o instrumental da faixa "The Death Of Balance/ Lacrimosa", que é uma pequena amostra do que eles podem fazer.
Tirando o fato de não trazer nada de novo para o estilo da banda, V é um ótimo disco, e músicas como "Evolution (The Grand Design)", que com certeza vai ter o refrão cantado por todos nos shows, "Communion and the Oracle" (uma das mehores) e a bem ‘malmsteeniana’ "A Fool’s Paradise" vão satisfazer todos que ouvirem o CD, e para quem ainda não conhece, virar fan de carteirinha.
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