Resenha - Exército Positivo Operante - Rumbora
Por Pedro Semeonatto
Postado em 06 de novembro de 2000
Quando surgiu no ano passado com o álbum "71", o Rumbora dizia que sua música era "rock ensolarado, vitaminado, pesado, cheio de energia e alto astral". Agora, com "Exército Positivo e Operante" a banda pode acrescentar um novo adjetivo à definição: certeiro. Em seu segundo disco, o quarteto de Brasília agrega uma inigualável vocação para o pop à explosiva mistura de ingredientes como hardcore e ska. A combinação resultou em canções prontinhas para assaltar as paradas ou para pogar feliz da vida – ou as duas coisas ao mesmo tempo, de acordo com a disposição do freguês.
Produzido pelo mesmo Carlos Eduardo Miranda (aquele da Trama…), "Exército Positivo e Operante" mostra uma banda mais forte, entrosada e, digamos, madura. Mas não pense em maturidade como sinônimo de bunda-molismo, acomodação e marasmo criativo. Aqui, a qualidade é refletida por aquela segurança na hora de arriscar, aquela certeza de que não importe a direção a seguir, tudo vai fazer sentido.
E como faz. Logo na abertura, "Flou", o recado curto e direto não deixa dúvidas sobre o que o Rumbora pretende com esse disco: "evoluir e voar". Nas pesadas "Ladeirão" e "Tá Com Medo" (com versos de Arnaldo Antunes) o lema é traduzido em peso, enquanto a faixa-título e "Alfa e Beto, Baca e Biu" trazem raps de Speed (da dupla carioca Black Alien & Speed, apadrinhada pelo Planet Hemp) e X (ex-Câmbio Negro), respectivamente.
Tem também suas baladas. "Tô Com Você", mais normal, simplificada e perfeitinha, contrasta com a pungente "O Mal Do Mundo", que sofre efeitos fornecidos pelas traquitanas de Apollo IX (o rato de estúdio por trás das produções do Planet Hemp). Sugerindo a transição entre este lado experimental – no sentido de buscar novos caminhos – e a pegada de "Veste O Uniforme (Born To Be Alive)", o sucesso de Patrick Hernandez que embalou os anos 80, transformada em um manifesto anti-aula.
A versão inusitada abre-alas, um música com alto teor de audiência é o "Mapa Da Mina", seguida por "O Passo Do Azuílson E Boa Nova" (com participação de Marcelo Vourakis, ex-vocalista do Maskavo Roots) e "Na Paz" - aquele tipo de canção para cantar junto… Ora, já está mais do que provado que nem sempre uma banda piora quando fica mais pop. Pelo contrário: propor-se a compor algo que agrade a um amplo espectro de ouvintes implica em desafios maiores do que tocar apenas para ser elogiado pelos amigos. Afinal, pop não é fórmula, é talento. E isso o Rumbora parece ter de sobra.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
O melhor disco de thrash metal de cada ano da década de 90, segundo o Loudwire
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A melhor música de cada disco do Megadeth, de acordo com o Loudwire
Agenda mais leve do Iron Maiden permitiu a criação do Smith/Kotzen, diz Adrian Smith
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
O ex-integrante do Megadeth com quem Dave Mustaine gostaria de ter mantido contato
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A importância do jogador de futebol Kaká para os evangélicos, segundo Rodolfo
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


