Resenha - Exército Positivo Operante - Rumbora

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Pedro Semeonatto
Enviar correções  |  Ver Acessos

Quando surgiu no ano passado com o álbum "71", o Rumbora dizia que sua música era "rock ensolarado, vitaminado, pesado, cheio de energia e alto astral". Agora, com "Exército Positivo e Operante" a banda pode acrescentar um novo adjetivo à definição: certeiro. Em seu segundo disco, o quarteto de Brasília agrega uma inigualável vocação para o pop à explosiva mistura de ingredientes como hardcore e ska. A combinação resultou em canções prontinhas para assaltar as paradas ou para pogar feliz da vida - ou as duas coisas ao mesmo tempo, de acordo com a disposição do freguês.

Gosto duvidoso: As piores capas da história do Rock e Heavy MetalSlash: Comentários sobre Guns, pornstars e Michael Jackson

Produzido pelo mesmo Carlos Eduardo Miranda (aquele da Trama...), "Exército Positivo e Operante" mostra uma banda mais forte, entrosada e, digamos, madura. Mas não pense em maturidade como sinônimo de bunda-molismo, acomodação e marasmo criativo. Aqui, a qualidade é refletida por aquela segurança na hora de arriscar, aquela certeza de que não importe a direção a seguir, tudo vai fazer sentido.

E como faz. Logo na abertura, "Flou", o recado curto e direto não deixa dúvidas sobre o que o Rumbora pretende com esse disco: "evoluir e voar". Nas pesadas "Ladeirão" e "Tá Com Medo" (com versos de Arnaldo Antunes) o lema é traduzido em peso, enquanto a faixa-título e "Alfa e Beto, Baca e Biu" trazem raps de Speed (da dupla carioca Black Alien & Speed, apadrinhada pelo Planet Hemp) e X (ex-Câmbio Negro), respectivamente.

Tem também suas baladas. "Tô Com Você", mais normal, simplificada e perfeitinha, contrasta com a pungente "O Mal Do Mundo", que sofre efeitos fornecidos pelas traquitanas de Apollo IX (o rato de estúdio por trás das produções do Planet Hemp). Sugerindo a transição entre este lado experimental - no sentido de buscar novos caminhos - e a pegada de "Veste O Uniforme (Born To Be Alive)", o sucesso de Patrick Hernandez que embalou os anos 80, transformada em um manifesto anti-aula.

A versão inusitada abre-alas, um música com alto teor de audiência é o "Mapa Da Mina", seguida por "O Passo Do Azuílson E Boa Nova" (com participação de Marcelo Vourakis, ex-vocalista do Maskavo Roots) e "Na Paz" - aquele tipo de canção para cantar junto... Ora, já está mais do que provado que nem sempre uma banda piora quando fica mais pop. Pelo contrário: propor-se a compor algo que agrade a um amplo espectro de ouvintes implica em desafios maiores do que tocar apenas para ser elogiado pelos amigos. Afinal, pop não é fórmula, é talento. E isso o Rumbora parece ter de sobra.




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Rumbora"


Gosto duvidoso: As piores capas da história do Rock e Heavy MetalGosto duvidoso
As piores capas da história do Rock e Heavy Metal

Slash: Comentários sobre Guns, pornstars e Michael JacksonSlash
Comentários sobre Guns, pornstars e Michael Jackson

Nightwish: Participação de Dawkins em álbum irritou alguns fãsNightwish
Participação de Dawkins em álbum irritou alguns fãs

The Simpsons: 10 melhores aparições de roqueiros no desenhoThe Simpsons
10 melhores aparições de roqueiros no desenho

Históricas: Fotos de encontros inusitados entre rockstarsHistóricas
Fotos de encontros inusitados entre rockstars

Tom Morello: fã de Mötley e AC/DC, apesar de letras misóginas e demoníacasTom Morello
Fã de Mötley e AC/DC, apesar de letras misóginas e demoníacas

Iron Maiden: se as bandas de metal mandassem no mundo...Iron Maiden
"se as bandas de metal mandassem no mundo..."


Sobre Pedro Semeonatto

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

adClio336|adClio336