Resenha - Ties of Blood - Korzus

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Por Ewerton Laraia
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Nota: 10


Muitas bandas normalmente lançam seus clássicos no começo da carreira e depois ficam apenas tentando fazer algo semelhante. Na grande maioria das vezes, os bons álbuns ficam no passado e o futuro é sempre a sombra de outrora. Nadando contra a corrente, o Korzus, que há 20 anos está na ativa, lançou em 2004 seu melhor álbum, Ties of Blood. Por quê? Vou tentar responder nesta resenha, mas creio que a melhor coisa a fazer é comprar esta pérola do thrash metal mundial e não mais tirar do seu CD player, pois é porrada do começo ao fim.

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Falando do álbum, Guilty Silence é a primeira faixa, e o que se ouve é Marcello Pompeu com um vocal muito poderoso e inteligível, não se limitando a urrar, mas também a interpretar. E isso está presente em todas as músicas, lembrando muito Tom Araya no auge do Slayer (da época do clássico Reign in Blood). O CD continua soberbo em faixas como What are You Looking for e Never Get Me Down, com um show de riffs de guitarra da dupla Heros Trench (é um absurdo o que esse cara toca!) e Silvio Golfetti. A mesma pegada pode também ser ouvida em Punisher, outra demonstração de maestria e criatividade, sem dúvida uma das melhores do trabalho.

Continuando, temos Evil Sight e lá vem outro petardo. Música que é basicamente guiada por um genial riff e com uma cozinha muito entrosada e criativa formada por Dick Sieber (baixo) e Rodrigo Oliveira (bateria). Mas o destaque da faixa é a inusitada participação de Andre Matos (Shaman), cantando de uma forma mais gutural. E, por incrível que pareça, ficou genial. Outras participações dão ainda mais brilho ao álbum - Andreas Kisser (Sepultura) em Correria, outra que já nasceu clássica; e João Gordo (Ratos de Porão) em Peça Perdão, que é a derradeira.

Enfim, é difícil destacar músicas num álbum repleto de verdadeiros hinos do thrash metal. Além das já acima citadas, ainda há faixas muito marcantes, como Ties of Blood e The Sadist, que também são um "rifferama" só, sempre tendo como cartão de visitas a originalidade. Outro ponto de destaque é a produção, a qual faz frente para qualquer trabalho gringo. Aqui no Brasil eu nunca vi algo semelhante. Trench e Pompeu, que já vinham mostrando seus dotes em outras produções nacionais, se superaram neste CD, haja vista que está tudo simplesmente indefectível. Com certeza o Korzus vai encabeçar todas as (imparciais) listas de melhores do ano aqui no Brasil, pois é disparado o melhor álbum de 2004. Confira!

(Unimar Music - nacional)


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