Resenha - SOS - Lefay

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Por Haggen Kennedy
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É incrível como o tempo passa e esses caras continuam sendo o velho Morgana Lefay. As diferenças estão no simples fato de os integrantes ficarem mais velhos e terem trocado de nome. Porque de resto está tudo lá: as bases com descidas subtonais, o peso, o estilo próprio da banda, levada pelo velho e bom vocal Charles Rytkönen.

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O petardo é conceptual e narra a história de um homem comatoso que, de súbito, encontra-se num pesadelo que o atormenta – e assim segue, até que, ao final, se encontra diante de duas portas, onde uma delas o levará (supostamente) à salvação.

Para quem já conhece o (Morgana) Lefay, já sabe o que esperar – o disco não foge do padrão do grupo. Para quem não conhece, é uma daquelas bandas "ame ou odeie" – o conjunto é dono de um som próprio, inconfundível – ao escutar, não há como deixar de perceber que é o Lefay que está tocando.

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"SOS" não pode ser classificado como a obra máxima do grupo, infelizmente, mas é uma seqüência natural ao trabalho que vêm fazendo há tempos. Se você é fã, pode comprar, pois é satisfação garantida.

Os destaques do petardo vão para "SleepWalker", "When Gargoyles Fly", "The Quest for Reality" e a última faixa, "The Choice", que conta o epílogo da história. É interessante notar que os sinais que aparecem no começo do disco e se repetem ao seu decorrer, voltam a figurar no término da música final, na qual o comatoso finalmente reconhece o padrão: três vezes curto, trêz vezes longo, três vezes curto – o código internacional para Mayday; ou SOS – que, no disco, é representado como "Save Our Souls": maravilhoso.

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O problema do disco é que, depois de acompanhar toda a viagem épica do sujeito, ao final, quando se encontra em frente às duas portas, não se sabe se escolheu a certa ou a errada, apesar de que, realmente, tenha aberto uma delas. Ficamos todos curiosos e sem resposta. Alguém, por favor, arranje uma entrevista com esses caras urgente...

Material cedido por:
Laser Company Records

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Sobre Haggen Kennedy

Nascido ao fim dos anos 70 e adolescido em meio ao universo metálico, Haggen Heydrich Kennedy já trabalhou e atuou numa vultosa gama de atividades, como o jornalismo, o desenho, a informática, o design e o ensino, além de outros quefazeres. Atualmente vive em Atenas, Grécia, onde estuda História, Arqueologia e Grego Antigo na Universidade de Atenas. A constante nesse turbilhão de ofícios, todavia, sempre constituiu-se de dois fatores: as línguas (ainda hoje trabalha com tradução e interpretação) e a música - esse último elemento, definitivo alimento espiritual.

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