Resenha - SOS - Lefay
Por Haggen Kennedy
Postado em 04 de agosto de 2000
Nota: 8 ![]()
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É incrível como o tempo passa e esses caras continuam sendo o velho Morgana Lefay. As diferenças estão no simples fato de os integrantes ficarem mais velhos e terem trocado de nome. Porque de resto está tudo lá: as bases com descidas subtonais, o peso, o estilo próprio da banda, levada pelo velho e bom vocal Charles Rytkönen.

O petardo é conceptual e narra a história de um homem comatoso que, de súbito, encontra-se num pesadelo que o atormenta – e assim segue, até que, ao final, se encontra diante de duas portas, onde uma delas o levará (supostamente) à salvação.
Para quem já conhece o (Morgana) Lefay, já sabe o que esperar – o disco não foge do padrão do grupo. Para quem não conhece, é uma daquelas bandas "ame ou odeie" – o conjunto é dono de um som próprio, inconfundível – ao escutar, não há como deixar de perceber que é o Lefay que está tocando.
"SOS" não pode ser classificado como a obra máxima do grupo, infelizmente, mas é uma seqüência natural ao trabalho que vêm fazendo há tempos. Se você é fã, pode comprar, pois é satisfação garantida.
Os destaques do petardo vão para "SleepWalker", "When Gargoyles Fly", "The Quest for Reality" e a última faixa, "The Choice", que conta o epílogo da história. É interessante notar que os sinais que aparecem no começo do disco e se repetem ao seu decorrer, voltam a figurar no término da música final, na qual o comatoso finalmente reconhece o padrão: três vezes curto, trêz vezes longo, três vezes curto – o código internacional para Mayday; ou SOS – que, no disco, é representado como "Save Our Souls": maravilhoso.
O problema do disco é que, depois de acompanhar toda a viagem épica do sujeito, ao final, quando se encontra em frente às duas portas, não se sabe se escolheu a certa ou a errada, apesar de que, realmente, tenha aberto uma delas. Ficamos todos curiosos e sem resposta. Alguém, por favor, arranje uma entrevista com esses caras urgente...
Material cedido por:
Laser Company Records
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