Resenha - Tuonela - Amorphis
Por Fabricio Boppre
Postado em 30 de abril de 2000
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Tuonela", lançado em 1999, serve para sacramentar uma mudança de direcionamento, que no caso do grupo finlandês Amorphis (e diferente de várias outras bandas da atualidade), é resultado latente do amadurecimento e evolução dos músicos do conjunto. Essa mudança é inicialmente notada no disco "Elegy", onde a banda começa gradualmente a abandonar os vocais guturais e os andamentos doom/death originais de sua música (vide o clássico "Tales from the Thousand Lakes", lançado pela banda em 1994), fazendo uso de influências e estilos distintos em suas músicas.
"Tuonela" dá continuidade a esse desenvolvimento, ao mesmo tempo que conserva algumas características básicas que fizeram do Amorphis um nome bastante respeitado e admirado no mundo do metal, como o uso de instrumentos variados, a atmosfera anos 70 causada pelos teclados presentes na maioria das canções do disco e os riffs portentosos e épicos. As influências e temáticas folclóricas de "Tales from the Thousand Lakes" é deixado um pouco de lado, mas a bem dosada mistura de peso, psicodelia e melodia do disco "Elegy" é repetida aqui, com um destaque um pouco maior para o elemento peso, que a banda distribuiu mais generosamente entre as 10 faixas desse disco do que em "Elegy".
Com essa nova sonoridade, a mudança de tipo de vocal foi algo natural, pois o antigo vocal podrão não se encaixava mais na música do Amorphis, e o vocalista Pasi Koskinen acaba sendo um dos destaques do disco, com seu vocal mais hard-rock do que propriamente metal (não se preocupa muito com a técnica e a potência, e sim, com o feeling e a emoção que transborda das canções).
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O uso de saxofones, flautas e cítaras, característica já comum na música do Amorphis, mais uma vez é muito bem encaixado ao contexto das músicas, dando méritos à excelente produção de Simon Efemey (que já produziu o Paradise Lost).
Dentre as canções podemos destacar as faixas "The Way", que abre o disco de maneira brilhante, com sua melodia refinada, vocais e harmonias viajantes e trabalho de guitarras soberbo (usando muito bem os famosos efeitos wah-wah); "Greed" que é a mais pesada do disco, com letra inspirada, andamento arrebatador e vocais lembrando os tempos de podreira fazendo dueto com partes mais melodiosas e limpas; e "Divinity", com sua melodia cativante, refrão contagiante e novamente, trabalho de guitarras primoroso e cheio de feeling.
Em suma, um excelente disco, que prima por não se prender a nenhum rótulo muito específico do metal (sem cair na armadilha das bandas que querem inventar novos estilos ou se livrar de algum deles e acabam se perdendo). Se você é muito fã do Amorphis mais pesado e extremo de antigamente, pode ser que fique com um pé atrás, mas, se antes de tudo, você gosta de música de qualidade e criativa, então pode ir atrás de "Tuonela" sem medo, pois é êxtase na certa.
Formação
Pasi Koskinen: Vocais;
Tomi Koivusaari: Guitarras;
Esa Holopainen: Guitarras;
Olli-Pekka Laine: Baixo;
Pekka Kasari: Bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
O clássico do proto-metal que Neil Peart detestava; "Era arrastada e monótona"
Com câncer em estágio 4, fã raspa a cabeça de Randy Blythe (Lamb of God)
A torta de climão entre Zakk Wylde e Dave Grohl por causa de Ozzy Osbourne
A banda com que ninguém suportava dividir estrada nos anos 70 - nem os próprios colegas de turnê
O disco do Metallica que transformou Lars Ulrich em inimigo eterno
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
O disco que fez Derrick Green perder o interesse pelo Rush
"Prefiro morrer a tocar com eles novamente": a banda que não se reunirá no Hall of Fame 2026
The Doors: A mais famosa foto do fantasma de Jim Morrison
Caetano Veloso e o astro que seria "novo Bob Dylan" , mas "nunca estourou no Brasil"
"Rei do quê?", questionou Ray Charles sobre Elvis Presley


Amorphis divulga vídeo da música "The Lantern", faixa de seu disco novo
O Heavy Metal grita o que a Psicanálise tentou explicar
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível

