Resenha - Destination's End - Beyond Surface

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Por Carlos André
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(Century Media - nacional)

O grupo Beyond Surface realizou o sonho que qualquer banda iniciante possui: vencer um concurso e ganhar quatro semanas num estúdio - no caso o Karo Studios, na Alemanha - para gravar um disco. O evento em questão é o festival Young Metal Gods, organizado pela Noise Records junto a sete revistas européias especializadas em heavy metal. A demo Beyond Surface, lançada em 2003, e uma apresentação aclamada na final do concurso no Zeche Club, em Bochum, ofereceram ao grupo a oportunidade de se destacar entre centenas de competidores.

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A demo em questão possuia cinco canções que sofreram alterações em relação a Destination's End, principalmente nos backing vocals, e a produção do álbum ficou a cargo da própria banda, mas com supervisão do renomado Piet Sielck, guitarrista, produtor e líder do Iron Savior. Isso indubitavelmente contribuiu para o ótimo resultado alcançado na sonoridade do CD, algo que o próprio grupo credita à "interferência" de Sielck.

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Comparado a HIM e Sentenced, o Beyond Surface é classificado como gothic metal. Injusto, diga-se de passagem. As melodias das canções são alegres demais para serem consideradas góticas e depressivas, sem levar em consideração as letras, também com temáticas bem distantes dos conceitos anteriores. Sim, há influências dos nomes citadas, e também de Paradise Lost, mas a banda alemã tem outras características incorporadas ao seu som: heavy tradicional, pop e, principalmente, hard rock.

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A música de abertura é um dos grandes destaques do álbum. From the Mountain é um belo cartão de visitas com seu refrão grudento. Em seguida temos a faixa-título, que alterna peso e melodia. Don't Let it Go tem um andamento bem hard e agrada pela melodia. Come Back and Stay, cover de Paul Young e sucesso pop na década de 80, ganhou uma versão com a cara do Beyond surface.

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No campo individual, Gerrit tem uma voz agradável e versátil para o estilo, sendo possível para a banda enveredar por caminhos outros que não se restringem ao gothic. E este é um dos trunfos do Beyond Surface, ou seja, a capacidade de incorporar elementos diferentes à sua música. Um fato que comprova maturidade surpreendente para os jovens músicos que se apresentam somente pelo primeiro nome - além do vocalista Gerrit, a formação conta com os guitarristas Thorsten e Marten, o baixista Max, o tecladista Sascha e o baterista Löffel.

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