Resenha - Shock Waves - Leather
Por Thiago Sarkis
Postado em 27 de janeiro de 2000
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Relançamentos de álbuns que entraram para a história do rock/metal e fizeram a cabeça dos fãs no passado, são sempre muito bem vindos. Principalmente quando trazem músicos que fazem sucesso até hoje e são conhecidos, pelos mais novos, apenas por suas bandas/projetos mais atuais.

"Shock Waves" é um típico caso de um relançamento importante. Os músicos que tocam no álbum e os outros que participam com composições, ganharam milhares de fãs, que, em sua maioria, nem imaginam o que estes caras fizeram no passado. É o caso de David T. Chastian, que não toca no CD, mas que produziu o álbum e teve participação na composição de seis das nove músicas presentes. Dessas seis, três são totalmente dele.
Incluindo as letras. Hoje, David é famoso com alguns trabalhos solos e com sua banda de power metal melódico, o Zanister, onde toca ao lado de Michael Harris, o guitarrista que acompanha a vocalista Leather Leone neste álbum. Outros músicos que não tocam, mas que tiveram participação nas composições são: Pat O’Brien, que também já ganhou nome tocando com Cannibal Corpse, Lethal e Nevermore e Mark Shelton igualmente consagrado com o Manilla Road.
Porém, o heavy metal oitentista da banda, liderada por Leather Leone, era o estilo seguido por estes músicos antes de ganharem maior fama em bandas como Zanister e Nevermore.
Mais importante do que toda essa ‘fama’, é a competência que mostram tocando em estilos diferentes dentro do metal.
Michael Harris é o melhor exemplo dessa variação de formas de se fazer metal, mas sempre mantendo a qualidade. O que Michael faz em "Shock Waves" é algo de muito inteligente, preciso e bem feito. Chega a roubar de Leather o ‘papel principal’, quando em algumas músicas cria melodias maravilhosas e mostra uma técnica excepcional. Leather Leone tem uma voz realmente poderosa e impressiona. Porém, deixa claras limitações, que poderiam ser superadas com um trabalho/estudo mais intenso. Ela canta bem, variando bastante com a voz privilegiada que tem. No entanto, "rasga" o vocal sem necessidade alguma em certas músicas. Passa a nítida impressão de não ter grande noção do que está fazendo.
A produção é excelente, assim como a maioria das produções de Chastain.
No encarte, Leather fica com o foco principal, obviamente. São várias fotos da mocinha, que hoje já deve ter se transformado em uma coroa bem enxuta ("Shock Waves" foi lançado, originalmente, em 1989). Indicado para fãs de metal oitentista, para fãs de Zanister, Nevermore & cia. Além de adquirir um ótimo álbum, você também estará conhecendo um pouco mais sobre trabalho de seus ídolos.
Formação:
Leather Leone (Vocais)
Michael Harris (Guitarras)
John Luke He'bert (Bateria)
David Harbour (Baixo)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
A música subestimada do Metallica que Lars diz ser um enrosco pra tocar ao vivo
A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Por que Kurt Cobain detestava Phil Collins, Axl Rose e o Grateful Dead
Manowar se manifesta em solidariedade ao guitarrista Ross the Boss
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
O disco clássico que fez Steve Vai começar a tocar guitarra
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
Como Angela Gossow se juntou ao Arch Enemy, de acordo com Michael Amott
Túmulos: alguns dos jazigos mais famosos do Metal nos EUA
Regis Tadeu explica porque o Sepultura jamais atingiria a popularidade do Metallica
A diferença do fãs dos EUA do Capital Inicial e do Ratos de Porão, segundo Yves Passarell


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



