Resenha - S&M - Metallica

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Por André Pase
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Nota: 9


Assim como o Deep Purple na década de 70 e o Rage nos anos 90, o Metallica aceitou o desafio de fazer um disco "sinfônico". Coloquei "sinfônico" pelo modo como foi realizado. Não é transcrição apenas das músicas para orquestra, mas sim "S&M" - Symphonica + Metallica.

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Mesmo com a orquestra da Michael Kamen, maestro responsável por outras façanhas de bandas nesse campo mais erudito - como o Aerosmith na versão de Dream On para a MTV -, o Metallica não perde seu peso natural nas músicas. Guitarras, baixo e bateria estão ali pouco diferentes das versões ao vivo. As músicas da fase Load estão melhores, a banda encontrou o ponto certo para executá-las, mas faltaram músicas do Kill Em'All, como Metal Militia ou Seek and Destroy.

Se há esse pecado, o resto do CD soa como redenção para os fãs desapontados com a fase Load. Começa pelo M do logotipo antigo na capa, pequeno detalhe, mas que trás de volta as melhores lembranças da história da banda. Master of Puppets, The Thing That Not Should Be e Battery estão ali para indicar que o trabalho definitivo da banda foi o terceiro disco. A velha guarda dos fãs que pensava "o que diria Cliff Burton do Reload" agora pode ficar tranquila, é a mostra da qualidade de ambos os baixistas, Cliff e Jason. "Rust in peace Cliff". Master of Puppets, talvez pelo coro do público, ficou a melhor versão. Com orquestra, pesada como sempre e com um público de backing vocals. Outros destaques do disco são Of Wolf And Man (versão definitiva da música, perfeita), Until It Sleeps e Call of Ktulu.

É necessário mencionar as duas músicas novas, No Leaf Clover e Minus Human. Minus Human é boa, mas No Leaf Clover parece ter vindo direto do CD Lingua Mortis da banda alemã Rage. A dupla Hetfield/Ulrich acertou de novo, a canção é o filé mignon do CD. Peso e qualidade, a velha "fórmula Metallica de fazer boas músicas", porém com orquestra.

Após escutar o CD é impossível não deixar de pensar no futuro da banda.

Se o Megadeth conseguiu cumprir a promessa de um dia ser banda mais heavy metal que o Metallica - Mustaine o fez na fase Cryptic Writing - mas não soube manter o nível. Depois do fraquíssimo Risk, S&M vem para reconquistar os fãs antigos da banda - e novos também. Dave Mustaine comandou a sua banda em dois shows acústicos na Argentina em 97 e 98. Se lançar oficialmente agora, irá parecer disco caça-níquel e imitação do Metallica. Perderam a chance, resta a eles lançar um disco de heavy/trash metal mesmo depois desse "Risk".

S&M é duplo, assim como Garage Inc. Lançar dois discos duplos, e vender bem os mesmos em tempos difíceis mostra que o Metallica ainda tem público. Algumas divisões dessa "Metal Militia" deixaram de lutar pela banda nas batalhas de Load e ReLoad, mas sabem o potencial da banda de produzir bons discos. Garage Inc. e S&M, apesar da qualidade, são dois discos que não trazem material novo (ok, tirando as duas músicas inéditas no S&M), apenas covers e releituras. É impossível deixar de lembrar dos Titãs, que há 3 discos não mostram nada de novo para o público, e são mais odiados que amados.

A esperança está no novo disco de estúdio, que possivelmente contará com Dr. Dre na produção. Se a banda souber manter o nível destas duas "reciclagens musicais", principalmente do S&M, entra o milênio tomando de volta para si o posto melhor banda de heavy metal da ataulidade.

Load e ReLoad foram considerados disperdício de talento por alguns fãs mais velho, mas a banda vira a mesa com S&M, eles ainda são os mesmos quatro headbangers do EP Garage Days.

2000 tem três álbuns que serão candidatos ao posto de melhor disco do ano, os novos Judas Priest, Iron Maiden e Metallica. Todos sabem como chegar lá, mas a turma de James Hetfield fechou o ano na frente. Scenes from a Memory (Dream Theater), Ghosts (Rage) e Dreaming Neon Black (Nevermore) estão juntos de S&M como boas recordações de 99.

Nota 9 para S&M, pois faltaram músicas do Kill Em'All. Os fãs da banda, novos ou velhos - Cliff'ers ou Jason's , não ficarão arrependidos com este álbum.


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