Resenha - Words From The Exit Wound - Napalm Death

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Por Ricardo Augusto Sarcinelli
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Porradaria é uma coisa linda. Tá certo que é preciso uma certa dose de simpatia pelo estilo para compreender isto, mas aqueles que já romperam estes limites sabem bem o que quero dizer. O Napalm Death foi o precursor e pai de toda a pancada existente sobre o céu. Quando o mundo cantava coisas do tipo "heavy metal is the law...", "warriors of steel, united we rise..." eles lançaram uma pedrada sem precedentes chamada "Scum", que semeou uma nova vertente musical, extremista em sua proposta de agressão auditiva, que parece resistir ao tempo e aos modismos.

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Este seu novo trabalho segue a linha de seus últimos três álbuns, já reciclados dentro de uma concepção mais coesa, mas não menos letal, de riffs na velocidade da luz alternados com bases lentas de matar. Aliás, bases lentas são o supra-sumo das bandas deste estilo, quesito em que, na minha opinião, são imbatíveis, sobretudo o "Napalm".

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Embora este disco não acrescente nada de novo ao som da banda, ao menos também não incorre no erro da incorporação de elementos nem sempre bem-vindos e quase que geralmente nocivos à identidade musical. "Words From The Exit Would" não tem o mesmo carisma de seu predecessor, "Inside The Thorn Apart". Contudo, algumas composições como "Infiltraitor" e "Incendiary Incoming" já despontam como clássicos definitivos da banda.

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Está tudo lá, no mesmo estilo desde o divisor de águas "Utopia Banished". Comprovando definitivamente a ojeriza da banda à proposta "mais cadenciada" assumida no álbum "Harmony Corruption" (estranhamente, o melhor deles prá mim!). Contudo, há de se louvar o compromisso do grupo com a música extrema e sobretudo, respeitar sua autonomia musical, que nunca desapontou os amantes do estilo.

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Nota: 7 (sete)


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