Resenha - Pride Of Lions - Pride Of Lions
Por Ricardo
Postado em 10 de agosto de 2004
Como diria Paul Gilbert: "você pode tirar um cara fora dos anos 80 mas não pode tirar os anos 80 fora dele!" Portanto, podem imaginar a satisfação com que eu escutei esse debut do Pride Of Lions, primeiro projeto solo do ex-Survivor Jim Peterik (bem, não exatamente o primeiro solo de Peterik, que em 2000 lançou Jim Peterik & World Stage, com vários convidados especiais, como Buddy Guy, Johnny Van Zant e muitos outros mais, só pra citar os mais conhecidos) em parceria com Toby Hitchcock.


Me senti novamente como um jovem rebelde que era nos anos 80! Não sou do tipo fanático ou radical, mas após ouví-lo, peguei minha velha jaqueta e saí pro trabalho naquele visual retrô anos 80, estilão Miami Vice, enquanto vez ou outra, mil lembranças de minha juventude vieram à cabeça. Não, não passei laquê na cabeça tampouco fiz maquiagem! Não confunda as coisas! :)
Mas deixando as lembranças de lado e voltando ao disco, quem achou que o AOR (Adult Oriented Rock) não passaria do final do século XX, com certeza se surpreendeu com esse ótimo disco lançado em Junho desse ano (2004). Nele, o antes guitarrista e tecladista do Survivor esbanja um rock melódico de primeira linha, como não se fazia a muito tempo! Ou pelo menos desde 1997, quando Jimi Jamison, numa tentativa de levantar o nome Survivor, lança o excelente Empires.

Mas o que Peterik faz aqui é covardia! A começar com "It's Criminal", que parece uma continuação de "Rebel Son", de sua antiga banda, e de longe uma das melhores do álbum. Os riffs estão melhores do que nunca aqui, com Peterik mostrando que não perdeu a mão em suas passagens memoráveis! Só essa música já quase me fez cair da cadeira com o pulo que dei! Uma forte candidata a clássico do melodic rock!
Após esse começo realmente animador, que me fez até gastar os dedos na minha Stratocaster, o disco segue muito bem com "Gone". Os vocais do jovem Hitchcock aqui lembram de leve Jamison, sem falar que ao longo do disco, o vocalista e Jim (ele também canta) quebram tudo com suas excelente vozes; a de Hitchcock parece uma mistura de Jimi Jamison com Bobby Kimball, do Toto! A seguir a clássica balada, "Interrupted Melody", e que orquestração! Aqui Jim também toca violão, se saindo muito bem! Daí vem "Sound Of Home", que para mim soa como um chamado de uma época muito boa que eu vivi e faço questão de dividir isso com todos! É facilmente uma das melhores do disco! "Prideland" com certeza fará o coração de qualquer fã do estilo como eu bater mais forte, com sua maravilhosa melodia, ótima para começar bem o dia! "Unbreakable" segue na melhor linha Survivor, com melodias fortes, poderosas, como também faria um Toto, ou um Europe, aliás, parece que o rock melódico oitentista está ganhando força aos poucos novamente nesse início de século! Uma grata surpresa, considerando que ele andou meio sumido nos últimos tempos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | E por falar em Toto, a ótima e dançante pop "First Time Around The Sun" remete muito ao som do Toto, e até mesmo Peterik soa como Steve Lukather em muitas passagens. "Turn To Me" me relembra novamente os motivos que me fazem gostar tanto de rock melódico. Ver novamente parte da trilha sonora de minha juventude ser revivida de maneira tão brilhante realmente é uma experiência incrível! E assim também é com "Madness Of Love", uma das melhores baladas do disco! Trata-se um rock tão cheio de feeling e vida quanto faz um Van Halen, um Foreigner, um Mecca ou um Bad Company da vida.
A próxima, "Love Is On The Rocks" acerta em cheio de novo, e manda melodias, riffs e refrões certeiros, para fazer pirar a cabeça de qualquer fanático por rock melódico, numa batida bem marcante e empolgante. "Last Safe Place" talvez seja a balada menos interessante do disco, mas tem aquela aura e beleza melódica que Peterik costuma imprimir em suas composições. O disco, em sua versão normal termina com "Music And Me", uma daquelas músicas bem à lá Survivor, com arranjos e melodias muito bem feitas por Peterik, e teclados muito bem colocados.

Este parágrafo é para a versão japonesa do disco, com as três faixas bônus. Me admira como os japoneses são privilegiados, algumas vezes! Mas vamos à elas. "Surrender To The Night" parece uma mistura de Toto com Mr. Big fazendo baladas. Bonita, bem arranjada, com aquele clima bem intimista, excelente para convidar a namorada para uma noite à dois. "Stand By You" é outra balada, mais estilo Elton John, tem uma belíssima introdução ao piano, com solos de guitarra muito bem colocados de Peterik, e um arranjo melódico daqueles bem melados, mas também belíssimo. Talvez seja para pirar a cabeça das nipônicas apaixonadas, hehehe! E uma mais do que gratificante surpresa para terminar e fechar com chave de ouro! Sim, pois "So Deadly" poderia muito bem estar num disco do Deep Purple dos anos 80! É um hard rock muito bem feito, com introdução matadora de guitarra e teclados, melodias muito bem trabalhadas com aquele toque melódico de Peterik e um solo matador! Aqui ainda, Toby termina com um grito a lá Ian Gillan simplesmente matador!

Participam também desse grande lançamento, o guitarrista Mike Aquino, o baixista Clem Hayes e os bateristas Ed Breckenfield e Hilary Jones. Recomendado até mesmo para aquelas pessoas que não são muito fãs do estilo, posso estar enganado, mas tenho quase certeza que depois da audição desse disco não irão se arrepender, e desfrutarão de uma das melhores coisas que os anos 80 tiveram a oferecer. Caso você já seja um fã de rock melódico, não pense duas vezes!! Compre, escute, divirta-se, e divulgue!! Os caras merecem!

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