Resenha - Transition - Seven Side Diamond

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Por Maurício Gomes Angelo
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O Seven Side Diamond (bacaníssimo nome aliás) situa-se num meio termo entre o rock progressivo e o prog metal, tendendo mais para o primeiro e com influências claramente setentistas (Yes, Deep Purple, Rush, Black Sabbath, Pink Floyd) e outras mais atuais (Dream Theater, Fates Warning), mas criando uma dimensão completamente própria para sua música.
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Devo dizer que fui absolutamente arrebatado e seduzido pela surpreendente qualidade desse quinteto sulista, sendo que não conheço nenhuma outra banda em termos sonoros que se assemelhe a eles em nosso país. Trabalhando de forma inteiramente independente, o resultado obtido pelo Seven Side Diamond é altamente satisfatório, tanto no quesito produção, como na arte gráfica e nos detalhes que rondam uma banda (como o site por exemplo), e o nível de excelência atingido em tudo isso é muito superior ao de muitas bandas que tem um orçamento bem maior e uma gravadora major por trás. Impossível deixar de parabenizá-los por isso. Profissionalismo e cuidado que os levarão fatalmente a atingir seus objetivos.

O entrosamento e espírito da banda como um todo é certamente visível e admirável. Diego Américo é um vocalista singular, interpretando com raça, energia e destreza, se entregando completamente ao que faz.

João Fadel esbanja classe e bom gosto na guitarra, com variação irrepreensível de timbres e pegadas, a cozinha funciona de forma milimétrica e desconcertante, enquanto André Fadel é o ponto mor onde as composições da banda encontram o acabamento ideal.

E falando delas, “Pleasures and Treasures” é uma daquelas composições em que o adjetivo perfeito soa insuficiente, não há palavras para explicar a completude de harmonias, variações e grooves. É sem dúvida a melhor do álbum. Acentos jazzísticos se sobressaem em “Eye” – a segunda parte da suíte “Transition” – mescla perfeita de agressividade contida e progressividade com consciência. A originalidade e criatividade que saltam aos olhos se elevam na estrutura completamente imprevisível de “On The Road” e nos arranjos sombrios de “Castle Of Illusion”, lembrando até a trilha sonora da séria de games Castlevania.

Se há alguma coisa de negativa em se destacar no álbum é a sua curta duração, 33 minutos maravilhosos que nos deixa sedentos por mais música dessa qualidade.

E eu achava que o estilo estava morto. Transition é imperdível para os amantes do rock progressivo. Apesar do lado metal, prefiro tê-los como isto: rock, progressivo, honesto, apaixonado, técnico e inovador. Minhas sinceras reverências ao Seven Side Diamond.

Formação:
Diego Américo (Vocal)
João Fadel (Guitarra)
Diego Porres (Baixo)
Casimiro Araújo (Bateria)
André Fadel (Teclado)

Site Oficial: www.sevenside.com

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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