Resenha - Transition - Seven Side Diamond
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 24 de janeiro de 2005
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Seven Side Diamond (bacaníssimo nome aliás) situa-se num meio termo entre o rock progressivo e o prog metal, tendendo mais para o primeiro e com influências claramente setentistas (Yes, Deep Purple, Rush, Black Sabbath, Pink Floyd) e outras mais atuais (Dream Theater, Fates Warning), mas criando uma dimensão completamente própria para sua música.

Devo dizer que fui absolutamente arrebatado e seduzido pela surpreendente qualidade desse quinteto sulista, sendo que não conheço nenhuma outra banda em termos sonoros que se assemelhe a eles em nosso país. Trabalhando de forma inteiramente independente, o resultado obtido pelo Seven Side Diamond é altamente satisfatório, tanto no quesito produção, como na arte gráfica e nos detalhes que rondam uma banda (como o site por exemplo), e o nível de excelência atingido em tudo isso é muito superior ao de muitas bandas que tem um orçamento bem maior e uma gravadora major por trás. Impossível deixar de parabenizá-los por isso. Profissionalismo e cuidado que os levarão fatalmente a atingir seus objetivos.
O entrosamento e espírito da banda como um todo é certamente visível e admirável. Diego Américo é um vocalista singular, interpretando com raça, energia e destreza, se entregando completamente ao que faz.
João Fadel esbanja classe e bom gosto na guitarra, com variação irrepreensível de timbres e pegadas, a cozinha funciona de forma milimétrica e desconcertante, enquanto André Fadel é o ponto mor onde as composições da banda encontram o acabamento ideal.
E falando delas, "Pleasures and Treasures" é uma daquelas composições em que o adjetivo perfeito soa insuficiente, não há palavras para explicar a completude de harmonias, variações e grooves. É sem dúvida a melhor do álbum. Acentos jazzísticos se sobressaem em "Eye" – a segunda parte da suíte "Transition" – mescla perfeita de agressividade contida e progressividade com consciência. A originalidade e criatividade que saltam aos olhos se elevam na estrutura completamente imprevisível de "On The Road" e nos arranjos sombrios de "Castle Of Illusion", lembrando até a trilha sonora da séria de games Castlevania.
Se há alguma coisa de negativa em se destacar no álbum é a sua curta duração, 33 minutos maravilhosos que nos deixa sedentos por mais música dessa qualidade.
E eu achava que o estilo estava morto. Transition é imperdível para os amantes do rock progressivo. Apesar do lado metal, prefiro tê-los como isto: rock, progressivo, honesto, apaixonado, técnico e inovador. Minhas sinceras reverências ao Seven Side Diamond.
Formação:
Diego Américo (Vocal)
João Fadel (Guitarra)
Diego Porres (Baixo)
Casimiro Araújo (Bateria)
André Fadel (Teclado)
Site Oficial: www.sevenside.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Metallica que foi inspirada em "Run to the Hills" (e virou um "patinho feio")
Andi Deris lembra estreia do Helloween no Brasil em 1996
Cinco versões "diferentonas" gravadas por bandas de heavy metal
O único membro do "Angraverso" que tem uma boa gestão de imagem e carreira
A banda dos anos 80 que Pete Townshend trocaria por 150 Def Leppards
Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
"Não somos um cover, somos a banda real", diz guitarrista do Lynyrd Skynyrd
Essa música do Lynyrd Skynyrd é uma das mais polêmicas da história
Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
Dave Mustaine explica por que Megadeth não participou do último show do Black Sabbath
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
"Máquinas de escrever"; é assim que soam muitos guitarristas atuais para Uli Jon Roth
Kiss x Secos & Molhados: o fim da polêmica
Bruce Dickinson: quinze álbuns fodões que todo mundo tem que ouvir
O maior álbum de rock progressivo de todos os tempos, segundo Mike Portnoy

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



