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Slayer: a macabra e insana história por trás da música "213"

Por Mateus Ribeiro
Postado em 10 de dezembro de 2021

A banda norte-americana Slayer esteve em atividade por quase quatro décadas. Ao longo de 38 anos, o quarteto se firmou como um dos maiores e mais influentes nomes do metal extremo, status construído à base de músicas extremamente rápidas e pesadas, com letras cruéis e macabras. Uma dessas composições é "213", que apesar de não figurar entre as mais conhecidas, é uma música interessante.

Foto: Reprodução
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"213" é a penúltima faixa do álbum "Divine Intervertion", sexto trabalho de estúdio do grupo, lançado em setembro 1994. O título da música traz o número do apartamento onde morava o cidadão chamado Jeffrey Dahmer, conhecido como "O Canibal de Milwaukee". Como é de se imaginar pela sua alcunha, Jeffrey não era exatamente uma pessoa que você gostaria de ter por perto.

Nascido na cidade de Milwaukee (Wisconsin, EUA) em 21 de maio de 1960, Jeffrey se tornou um dos assassinos em série mais conhecidos de todos os tempos. Além de estuprar, assassinar e desmembrar as suas pobres vítimas, Jeffrey costumava cometer necrofilia e canibalismo, além de tirar fotos dos cadáveres.

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A extensa lista de crimes cometidos por Jeffrey teve início em 1978 e foi encerrada apenas em julho de 1991, quando ele enfim foi preso. Os policiais que vasculharam o apartamento 213 encontraram carne humana e uma cabeça decepada no refrigerador de Dahmer. Especialistas do Escritório de Investigação Criminal de Milwaukee fizeram uma busca minuciosa, e encontraram quatro cabeças decepadas e sete crânios na sinistra morada de Dahmer.

Durante o interrogatório, Dahmer confessou ter cometido 17 assassinatos. A maioria dos seus crimes seguia um roteiro similar: ele atraía as vítimas até seu apartamento, as deixava inconsciente e na sequência, as estrangulava. Em alguns casos, o perverso criminoso injetava ácido no cérebro de suas "cobaias".

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O julgamento de Jeffrey teve início em fevereiro de 1992. Por mais que tenha sido diagnosticado portador de alguns transtornos, Dahmer foi considerado são em seu julgamento, recebendo 15 penas de prisão perpétua e mais uma, adicionada em maio de 1992. A pena de morte havia sido abolida do estado de Wisconsin, razão pela qual a vida do serial killer foi poupada pelas autoridades.

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Dahmer então foi cumprir pena na Columbia Correctional Institution, prisão de segurança máxima localizada em Portage (Wisconsin). Porém, sua estadia na cadeia não durou muito tempo, já que em 28 de novembro de 1994, ele foi espancado por outro detento e morreu aos 34 anos.

O corpo de Dahmer foi cremado. Já o apartamento onde ele cometia seus crimes hediondos (e bizarros) havia sido demolido em 1992.

Alguns meses antes de Dahmer morrer, o Slayer lançou "Divine Intervention", disco que mostra uma sonoridade moderna, um pouco diferente da apresentada nos primeiros trabalhos.

A mudança no direcionamento musical pode ser conferida em "213", uma das composições mais "cadenciadas" gravadas pelo Slayer. O instrumental carrega grandes doses de melancolia, raiva e aquele clima de terro que só Jeff Hanneman era capaz de criar. A letra, escrita por Tom Araya, é perturbadora, como pode ser conferido nos trechos a seguir.

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"A morte ama o abraço final
Sua bela ternura
As memórias mantém o amor vivo, as memórias nunca morrem..."

"Sensações eróticas formigam na minha espinha
Um corpo morto deitado próximo a mim
Lábios macios azuis escuros
Começo a salivar à medida que nos beijamos..."

Agora que todas as apresentações foram feitas, se você tiver coragem, aperte o play e confira esta grande música, que foi inspirada por uma terrível história, que teve começo, meio e final infelizes.

Jeffrey Dahmer não foi o único assassino em série que serviu de inspiração para o Slayer. Confira na matéria abaixo outros serial killers que tiveram um pouco de suas tenebrosas histórias contadas por Tom Araya e sua turma.

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Slayer: quem são os serial killers abordados em músicas da banda

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Sobre Mateus Ribeiro

Fã de Ramones, In Flames e Soilwork. Ouve (quase) tudo, desde rock clássico até black metal.

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