Sub Pop: o selo do grunge de Seattle
Por Ivison Poleto dos Santos
Fonte: ultimateGuitar.com
Postado em 05 de setembro de 2017
O Sub Pop é mais conhecido também como o selo que apresentou ao mundo bandas como Nirvana, Soundgarden e Mudhoney.
Fundado em 1986, por Bruce Pavitt e Jonathan Poneman, o Sub Pop tornou o mundo fã das bandas de grunge de Seattle. Eles foram os primeiros a assinar com a trindade do grunge: Nirvana, Soundgarden e Mudhoney, e permanece obtendo prêmios de ouro e platina com bandas como Fleet Foxes and The Shins.
No começo dos anos 1980, inspirado pela era do D.I.Y (Do It Yourself - Faça você mesmo), Bruce Pavitt iniciou um fanzine chamado 'Subterranean Pop' que focava no mundo dos selos independentes americanos. Parte da missão do fanzine era dar palavra às pequenas bandas regionais que estavam aparecendo. Bruce também escrevia uma coluna como o mesmo nome para um jornal de Seattle chamado The Rocket, e apresentava um programa no rádio para a rádio universitária KAOS-FM da Faculdade Evergreen (Olympia, WA). Pavitt relatava as coisas que o interessavam, como por exemplo, em uma coluna ele escreveu sobre o show James Brown Live no Apollo. No quinto número, o nome foi reduzido para Sub Pop, e as edições não eram mais revistas, mas sim fitas cassetes com 16 páginas contendo informações sobre as bandas. A arte das capas era feita por Charles Burns, que se tornou muito popular depois disso. Em 1983, Pavitt se mudou para Seattle.

Uns anos depois, o Sub Pop lançou o primeiro LP, uma coletânea de bandas previamente apresentadas no fanzine, que incluía músicas pelo Sonic Youth, Wipers, Scratch Acid, Naked Raygun etc. E a história do Sub Pop começa.
Em 1987, o selo lançou 'Dry as a bone' do Green River e o primeiro single do Soundgarden chamado 'Hunted Down'/'Nothing to say' seguido pelo EP 'Screaming Life.' Mais tarde naquele mesmo ano, eles contrataram Jack Endino, o autor do 'som de Seattle', que produziu 75 singles, álbuns e EPs para o selo entre 1987-1989.
Em 1988, Pavitt e Jonathan Poneman (que lidava com os assuntos legais e comerciais do selo) se mudaram para um escritório. Em agosto daquele ano, eles lançaram 800 cópias do primeiro single do Mudhoney, 'Touch Me I'm Sick'. No mesmo ano, o selo lançou o primeiro single 'Love Buzz' do Nirvana. Esse single obteve um grande sucesso.

A imprensa norte-americana não estava interessada em pequenos selos independentes, então Pavitt e Poneman decidiram fazer sua divulgação por meio da imprensa musical britânica. Em 1989, eles viajaram de Everitt Tune até a Melody Maker para escrever um artigo sobre a cena musical local. O artigo foi um grande sucesso, e as ilhas britânicas caíram de amores pelo novo som grunge.
Depois do grande sucesso comercial, o Nirvana e outras bandas de sucesso assinaram com grandes gravadoras. Em 1995, os donos da Sub Pop venderam 49% das ações do selo ao grupo Warner Music. No meio dos anos 1990, Poneman e Pavitt tiveram um grande desentendimento sobre o direcionamento que o selo estava tomando. Em 1996, Pavitt deixou o Sub Pop e não falou com Poneman por sete anos. Depois da aposentadoria de Pavitt, o Sub Pop abriu escritórios por todo o mundo e começou a investir em novos nomes. Não obtendo o sucesso esperado, o Sub Pop teve de voltar a Seattle. Em 2003, o selo lançou o álbum 'Give Up' do The Postal Service. Ele se tornou o segundo lançamento do selo (depois do 'Bleach' do Nirvana) que ganhou platina. Os críticos os compararam ao tecnopop e à New Wave dos anos 1980.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Em 2008, o álbum Flight of the Conchords da banda de mesmo nome foi lançado. O álbum estreou como número 2 na parada da Billboard norte-americana. Na outra semana, atingiu o número 1.
Em 2008, o Fleet Foxes lançou seu álbum de estreia. Ele tinha vendido mais de 100.000 cópias no Reino Unido ao final do ano. O The Guardian o descreveu como um 'monumento na música norte-americana, um clássico instantâneo'. O lançamento retornou o Sub Pop à fama.
O Sub Pop se tornou conhecido como o novo caminho da música independente norte-americana como o Beach House, Iron and Wine, Shabazz Palaces, Band of Horses, Foals, Blitzen Trapper, Father John Misty, Sleater-Kinney etc. Esse som é completamente o oposto da música grunge, e por esta razão ganhou novas audiências para o selo.

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
Fabio Lione posta mensagem misteriosa no Instagram; "Não direi nem uma palavra"
Elton John revela qual o maior cantor de rock que ele ouviu em sua vida
O clássico do Sepultura que guitarrista do Limp Bizkit gostaria de ter gravado
Richie Faulkner não vê sentido em manter o Judas Priest sem os membros clássicos
Steve Harris não queria que o Iron Maiden tirasse "férias" em 2027
O lendário compositor que Ritchie Blackmore só começou a apreciar agora aos 80 anos
Barão Vermelho celebra reencontro histórico em turnê que percorre o Brasil em 2026
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
A canção que Page e Bonham respeitavam, mas achavam que nada tinha a ver com o Led Zeppelin
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
O hit dos anos 1960 que está entre as melhores músicas da história, segundo Slash
O grande problema da versão da Marina para "Me Chama", segundo Lobão
O protagonismo do Sepultura em relação a Anitta, segundo João Gordo
A atitude de Eloy Casagrande que deixou membros do Slipknot impressionados
Rudolf Schenker, do Scorpions, diz que baterista James Kottak era uma pessoa fantástica

O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
O disco que Kurt Cobain esperava que fosse enterrar o grunge de vez
Mike McCready relembra colegas mortos da cena grunge e questiona: "Valeu a pena?"
O maior guitarrista do grunge de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell do Alice in Chains
Jaco Pastorius: um gênio atormentado
Para entender: o que é rock progressivo?

