RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Quando o Black Sabbath quase arruinou a gravação de um dos discos mais vendidos da história

A falsa história de crime que tirou uma das músicas do Slipknot de circulação

O trabalho desajeitado de Jimmy Page na guitarra que conquistou Robert Plant

Formação da turnê "Ozzmosis", de Ozzy Osbourne, se reúne em disco de Joe Holmes

Chuck Billy (Testament) conta como foi ter Rob Halford escrevendo prefácio de sua biografia

A música que Jimi Hendrix gostaria de ter escrito - e que foi inspirada num encontro com ele

A reflexão de um cantor italiano de metal sobre Angra com Fabio Lione e Andre Matos

Vocalista do Napalm Death acha que Motörhead foi a primeira banda "extrema"

5 introduções do metal dos anos 1980 que provam por que a década é amada até hoje

4 músicas incríveis de rock que quase ficaram fora do Top 100 em 1983

Antes do "Reign in Blood" o Slayer já disse ser mais pesado que o Iron Maiden

O ícone do death metal que admira o trabalho de Michael Jackson

Vocalista do Candlebox não acredita mais no formato de álbum

A música de 1972 que fez Dave Grohl querer ser músico

Sharon rebate críticas sobre IA do Ozzy: "Não preciso justificar nada para ninguém"


Sepultura
Stamp

Ghost no Grammis 2016: um prêmio merecido e uma leitura

Por
Postado em 13 de agosto de 2016

Há muitos anos que uma apresentação de banda em premiação (no caso do Grammis 2016) não me afetava tanto quanto esta da banda Ghost. A música é boa, sim, e é que nem chiclete, fica na mente; mas não é isso o que realmente ficou, e ora me causa admiração, ora me causa um certo pavor (porque a banda é realmente satânica, e eu me reconverti ao cristianismo recentemente). Vou tentar lhes explicar o que acontece.

Irei me basear no vídeo da apresentação premiada, que está aqui:

Assistir vídeo no YouTube

Ghost - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Todos nós por vezes - ou vezes sem conta - nos sentimos joguetes do destino, ou, para quem acredita nisso, do diabo, do Belzebu, do Demônio mesmo. Como se não fôssemos donos de nossos destino, como se fôssemos meros brinquedos a ser tratados com displicência, como se nada fôssemos. Pois é assim mesmo que começa a música, mostrando atores fazendo as vezes de marionetes, enquanto lá atrás, numa tela perfeita, está ele, alguém que realmente conduz o jogo. O demônio. Claro, vemos apenas uma pessoa fantasiada, com um rosto de faces marcadas, fazendo as vezes de manipulador daqueles atores. Mas vemos mais. Porque ele mantém uma face incólume, nem sorrindo, nem sério. Como se estivesse fazendo aquilo para o que foi feito: como se fosse SEU destino. Pois o destino do Diabo é ser ele mesmo. Mesmo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Daí os vocais começam e a gente se vê diante de um Papa com a Cruz ao contrário, cantando He is, de forma cativante, praticamente sem mexer os lábios, ao que parece sinceramente prestando tributos a Ele, o dono das vidas práticas, mas não das almas, aquele que parece nos dominar o tempo todo, e o nosso destino, fazendo com que nos reviremos, tentando viver, tentando tocar nossas vidas, sem sucesso. Pois quando aparecem as guitarras em solos em duo vemos as figuras (os atores marionete) simplesmente voando pela vida, caindo e se tornando meros joguetes, na realidade. E com um detalhe bastante representativo: uma camada de vermelho por cima de seus corpos, como se fosse o Inferno a ditar as regras da vida real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Confesso-lhes que eu tremo quando vejo tudo isso. Porque é muito forte, sim, e muito cativante. E temos tendência a cantar aquilo, quando aquilo simplesmente diz: o dono das vidas, aqui na Terra, não é Deus, não, meus caros, é o Belzebu, mesmo, o Deus mau dos gnósticos. Daí a força de tudo, que porém diminui quando vejo entrevistas de Ghouls da banda, e mesmo do próprio Papa destes anos (que antes foi outras pessoas). Claro, a banda já teve outras formações, e outras caras, com outras máscaras e tudo mais (especialmente na premiada Cirice). Mas nesses momentos a banda não me causa arrepio.

Mas nesta apresentação, premiada, me causa. É forte. Ainda mais para mim.

Espero que tenham apreciado.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Eminence


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Rodrigo Contrera

Rodrigo Contrera, 48 anos, separado, é jornalista, estudioso de política, Filosofia, rock e religião, sendo formado em Jornalismo, Filosofia e com pós (sem defesa de tese) em Ciência Política. Nasceu no Chile, viu o golpe de 1973, começou a gostar realmente de rock e de heavy metal com o Iron Maiden, e hoje tem um gosto bastante eclético e mutante. Gosta mais de ouvir do que de falar, mas escreve muito - para se comunicar. A maioria dos seus textos no Whiplash são convites disfarçados para ler as histórias de outros fãs, assim como para ter acesso a viagens internas nesse universo chamado rock. Gosta muito ainda do Iron Maiden, mas suas preferências são o rock instrumental, o Motörhead, e coisas velhas-novas. Tem autorização do filho do Lemmy para "tocar" uma peça com base em sua autobiografia, e está aos poucos levando o projeto adiante.
Mais matérias de Rodrigo Contrera.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS