Pink Floyd: DSOTM - o que escutar antes do fim do mundo?
Por Silvia Tancredi
Fonte: Culturizando
Postado em 02 de fevereiro de 2014
Em 19 de maio de 1984, o disco The Dark Side of the Moon, da banda Pink Floyd completava 520 semanas entre os 200 álbuns mais vendidos segundo a lista Billboard chegou a permanecer 749 semanas na prestigiada lista).
Esta obra de toda uma geração e conceitual criada pela banda britânica com o propósito de se despir das ataduras psicodélicas e transmitir os temas que tanto preocupavam: a morte, o dinheiro, o tempo e a loucura, nasceu - no lugar onde costumam ocorrer as melhores ideias - na cozinha de um dos integrantes, Nick Mason (bateria).

O álbum se desenvolveu como parte de uma futura turnê da banda, estreando diretamente vários meses antes de que sequer tivessem começado as gravações no estúdio. O novo material foi se aprimorando à medida que avançava a turnê, e foi gravado em duas sessões em 1972 e 1973 no estúdio Abbey Road de Londres. Pink Floyd usou algumas das técnicas de gravação mais avançadas da época, incluindo multiplistas e loops.
Curiosamente se manteve nas listas por mais de 14 anos - convertendo-se em um disco lendário - mas nunca chegou a ocupar um primeiro lugar. No entanto sua magia o mantém eternamente entre os melhores discos das história.
Roger Waters, vocalista e baixista da banda, confessa que para ele é um disco que comove. "Na mesma noite em que o terminamos, voltei para casa com ele e o dei para minha esposa, Judy. Ela o escutou do começo ao fim sem falar. Logo, caiu em lágrimas. Confirmei então que se tratava de um disco comovedor", declara Waters a respeito do álbum.

Cada lado do álbum constitui uma peça contínua da música. As cinco faixas refletem vários estados da vida humana. O álbum começa e acaba com as batidas do coração: explora a natureza e a experiência do ser humano e, segundo Waters, "a empatia". "Speak to Me" e "Breathe" juntas dão ênfase aos elementos mundanos e fúteis da vida junto com a sempre presente ameaça da loucura e a importância de cada um viver sua própria vida: "Não tenha medo de querer".
"On the Run", um instrumental guiado por sintetizadores, evoca o estresse e a ansiedade que provoca o transporte moderno, em particular o medo de Wright de voar, levando a trama da canção a um aeroporto. "Time" entra no modo em que a passagem do tempo pode controlar a vida de um e oferece uma veemente advertência àqueles que desperdiçam o tempo agarrando-se aos aspectos mais mundanos da vida. A esta canção segue o tema do retiro rumo à solidão e o refúgio em uma canção "Breathe (Reprise)".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A primeira parte do álbum termina com "The Great Gig in the Sky", uma sentida metáfora sobre a morte. Abrindo com o som de uma caixa registradora e o som de moedas, a primeira faixa do lado B, "Money", ridiculariza a avareza e o consumismo, com uma letra irônica e efeitos de som relacionados à riqueza. "Money" tem sido a faixa de mais êxito comercial do álbum e tem sido inspiração para várias bandas desde então.
"Us and Them" fala do etnocentrismo e do conflito e do uso de dicotomias simples para descrever as relações pessoais. "Brain Damage" trata sobre a doença mental resultado de colocar a fama e o sucesso acima das necessidades de cada um. Particularmente o verso "And if the band you're in starts playing different tunes" (e se a banda na qual você está começa a tocar diferentes melodias) reflete o estado mental do antigo membro da banda, Syd Barret.

O álbum acaba com "Eclipse", que propõe os conceitos da alteridade e unidade, ao mesmo tempo que reforça ao ouvinte reconhecer os traços comuns dos seres humanos.
Há aqueles que possam temer um álbum entediante, porém atrás dessa incrível capa (considerada recentemente a melhor capa de um disco de todos os tempos), se escondem melodias incríveis, letras fantásticas e sons atemporais. Sem dúvida alguma, o melhor álbum desta banda, um dos melhores da sua geração e um dos maiores da história da música.
Aqueles que nunca escutaram Pink Floyd devem começar por este disco. Quem não o tem não pode chegar ao fim do mundo sem tê-lo ouvido.

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