"Fritar os dedos": guitarras em alta velocidade

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Por Flávio Siqueira
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No mundo da guitarra há um termo que define com clareza o objetivo de certos guitarristas. A denominação não é muito comum, mas bastante conhecida entre guitarristas profissionais e amadores. Trata-se do “shred”, termo utilizado para apontar guitarristas que tocam em alta velocidade. Nos idos dos anos 70, instrumentistas não valorizavam tanto a velocidade dos solos, apesar de que, naquela época, guitarristas como Jimmy Page, Ritchie Blackmore, Alex Lifeson e Jan Akkerman já “sentavam a mão” em suas guitarras, executando padrões de solos em alta velocidade. Em contrapartida, Eric Clapton, B.B King e David Gilmour era mais comedidos. Gilmour, aliás, é comumente citado como o melhor guitarrista que toca em velocidade lenta ou média.
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“Fritar os dedos” na guitarra tornou-se uma prática rotineira a partir dos anos 80. O virtuose Eddie Van Halen, que popularizou uma técnica conhecida como tapping, que consiste em executar solos com as duas mãos no braço da guitarra, foi um dos primeiros destaques no cenário musical oitentista a executar solos extremamente rápidos e de complexas construções melódicas. O choque para os apreciadores de boa música instrumental veio com o surgimento de Joe Satriani e Steve Vai, mestre e aluno, respectivamente. Joe Satriani causou verdadeiro alvoroço ao mesclar musicalidade, feeling e uma velocidade incrível. Já Steve Vai, além de ter as mesmas qualidades de seu ex- professor de guitarra, Joe Satriani, também se destacava pela inventividade.

A partir dos anos 90 dois outros nomes se destacaram entre os shredders: Yingwie Malmsteen e Jonh Petrucci, guitarrista da banda Dream Theater. Malmsteen é conhecido como um guitarrista ortodoxo, o que o fez ser amado e odiado por guitarristas de mundo inteiro. O sueco tem sua principal influência na música clássica, sendo sua técnica prefiro o arpejo, obviamente tocado “na velocidade da luz”, como ironizam alguns instrumentistas. Em síntese, guitarristas profissionais e amadores ou consideram Malmsteen um dos grandes virtuoses da guitarra, o que de fato ele é, ou o consideram um “chato”. Já John Petrucci é quase uma unanimidade, muito bem conceituado por professores, estudantes de guitarra e guitarristas de renome. Tanto Malmsteen quanto Petrucci já fizeram shows ao lado de Joe Satriani e Steve Vai, em turnês conhecidas como G3, reunião de Vai e Satriani e um guitarrista convidado.

Esses ícones da guitarra servem de inspiração para quem quer alcançar uma boa velocidade no instrumento. Mais recentemente, Paul Gilbert e Buckethead começaram a fazer a cabeça da garotada. No entanto, músicos experientes alertam: não se pode deixar essa busca pela velocidade “atropelar” a musicalidade. B. B King, certa vez, disse: “posso fazer uma nota valer por mil”, referindo-se à sua musicalidade, visto que o bluesman nunca teve preocupação em “fritar os dedos”. Questão de ponto de vista, a alta velocidade na música é uma das marcas registradas de muitos guitarristas que ainda esbanjam feeling, criatividade e incríveis sonoridades.

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Sobre Flávio Siqueira

Nascido e criado em Brasília, aos 14 anos pegou emprestado um "The Best of" do Pink Floyd. O choque foi tão grande que resolveu aprender guitarra somente para executar o solo de "Time". De lá pra cá vem estudando guitarra e apreciando bandas de stoner, grunge e rock progressivo, além de muito blues e algumas coisas de jazz e música erudita. Atualmente toca guitarra numa banda que mescla influências de stoner, grunge e uma pitada de rock psicodélico.

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