Harem Scarem
Postado em 06 de abril de 2006
Uma carreira consistente e 10 discos de estúdio nos mostram que Harem Scarem é uma banda canadense de hard rock melódico extremamente competente. Só isso? Certamente que não. Quem tem gosto musical refinado e já ouviu algum disco da banda sabe do que estou falando. Aliás, para os fãs do estilo, essa é uma das melhores bandas da atualidade e parece não precisar fazer esforço algum para se manter neste posto.
Comandada pelo incrível vocalista Harry Hess e o virtuoso, porém de extremo bom gosto, guitarrista Pete Lesperance, a banda mantém uma carreira constante há 14 anos com 10 discos de estúdio gravados, a maioria produzida, gravada e mixada pela dupla em seus próprios estúdios. Além disso, estiveram envolvidos (produzindo, tocando e até compondo) em inúmeros projetos de outras bandas com excelente qualidade.

Formada no final dos anos 80 junto com o baixista Mike Gionet (que deixaria a banda em 1995 por razões pessoais) e o talentoso baterista-vocalista Darren Smith (que deixou a banda em 2001 para se dedicar a outros projetos), a banda estourou na cena musical em 1991 com seu primeiro álbum auto-intitulado, contendo vários [i]FM hits[i] e gerando vídeo-clips que marcou o Canadá na época. Esse primeiro disco traz a banda no formato mais comercial, mas não menos interessante, pois as canções são de extrema qualidade e bom gosto. As baladas são de suspirar.
O segundo álbum, "Mood Swings" (93) é considerado por muitos fãs (inclusive eu) o melhor disco da banda. O disco começa a mostrar um som mais pesado, mas não menos polido e performances mais marcantes. As músicas estão mais complexas e novamente (aliás, como sempre) as baladas são um espetáculo à parte.

"Voice of Reason" de 95 é o disco do tipo "não temos compromisso com gravadora". O mais pesado álbum da banda é também o favorito dos mentores. De complicada digestão instantânea o disco precisa de longas sessões de escuta atenta para revelar seu poder de fogo. Apesar da Gibson de Lesperance (nos álbuns anteriores ele usou guitarras Ibanez) apresentar uma sonoridade notável, o som está mais introspectivo. Mas os refrões continuam matadores, permanecendo na cabeça dias após ouvi-los. Logo após as gravações deste álbum, Mike Gionet foi substituído por Barry Donaghy.
Dois anos depois, veio "Believe", com direito a versão remixada por Kevin Elson (Mr. Big) e mostra muita maturidade. Traz elementos dos álbuns anteriores e dá avisos do que viria pela frente, além de conter músicas diferentes, com arranjos fora do contexto hard.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Uma mudança mais evidente viria no próximo disco, "Big Bang Theory", onde a banda resolveu vestir uma roupa musical mais moderna. O disco, apesar de bastante diferente, ainda contém os elementos básicos de qualidade de composição e performance energética, mas parece ser um marco na radical mudança dos próximos trabalhos. Isso é evidenciado com a mudança de nome da banda para Rubber, e o álbum de mesmo nome (no Japão, a gravadora decidiu manter o nome original). Definitivamente, os elementos básicos do hard rock não acompanharam a banda nos dois álbuns que lançou sob essa identidade. Substituindo, apresentaram um rock moderno embalado por arranjos mais simples e refrões grudentos (não saem da cabeça). Isso custou a banda a perda de alguns fãs, mas também a aquisição de novos. O segundo disco "Ultra Feel" manteve a estrutura do primeiro e Creighton Doane assumiu a bateria.

Mas o velho e bom Harem Scarem não estava morto e em 2001 lançaram com toda força "Weight of the World", um dos melhores discos da carreira, conseguindo mixar a pegada original com elementos legados da fase Rubber. Ficou muito bom! Isso mostrou que Rubber era ainda Harem Scarem.
Entre produções paralelas e disco solo de Harry Hess, a banda decide lançar oficialmente um material demo feito no início primordial que era disputado a grandes bagatelas na rede. O disco "The early years" mostra canções inspiradas, algumas injustamente escondidas por tanto tempo. A gravação e mixagem não está nos padrões usuais da banda mas é um belo trabalho para o começo e demonstra todo o potencial que os caras já tinham (principalmente Harry Hess, que compunha todas músicas).

O trabalho mais recente é "Higher" de 2003 e mantém o padrão de qualidade usual. Um disco "mais leve" que o anterior, mas com grande conteúdo melódico.
Para os fãs de hard rock melódico, essa é uma banda indispensável e deve ser parte integrante obrigatória de uma boa discoteca. À parte os seus excelentes músicos, a banda já se estabelece como uma das grandes do gênero pelo seu grandioso conteúdo de canções muito bem escritas e produzidas que possuem como carro chefe melodias elaboradas. Mas tudo que pode ser dito é pouco comparado ao fato de se ouvir atentamente a qualquer obra assinada por Harry Hess e Pete Lesperance.

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda em que ninguém recusaria entrar, mas Steven Tyler preferiu dizer não
Megadeth inicia turnê sul-americana, que passará por São Paulo; confira setlist
A banda que parecia barulho sem sentido e influenciou Slipknot e System Of A Down
Pôster do Guns em Fortaleza gera reação da Arquidiocese com imagem de Jesus abraçando Axl
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "Cabeça Dinossauro" dos Titãs
O maior álbum do Led Zeppelin para Jimmy Page e Robert Plant
Sepultura lança "The Cloud of Unknowing", último EP de sua carreira
Metaleiros fazem Mosh na baleia da Faria Lima ao som de Gojira
O álbum do AC/DC que tirou Malcolm Young do sério; "todo mundo estava de saco cheio"
Com Rodolfo Abrantes, Rodox anuncia retorno após 22 anos e reacende legado do hardcore nacional
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
Derrick Green posta foto pra lá de aleatória, em que aparece ao lado de Felipe Dylon
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
Bruno Sutter disponibiliza show completo que ensaiou com o Angra; ouça aqui
Como funcionavam as seções de composição dentro do RPM, segundo Fernando Deluqui
Kerry King diz que Venom é a "melhor banda de merda de todos os tempos"
Roger Waters confessa que não tem o mínimo interesse em AC/DC ou Van Halen

O grunge não inventou o rock pesado - apenas chegou primeiro à MTV
E se cada estado do Brasil fosse representado por uma banda de metal?
Jaco Pastorius: um gênio atormentado
Para entender: o que é rock progressivo?

