Dust From Misery
Postado em 06 de abril de 2006
Desde o início, em abril de 1994, a principal preocupação dessa banda carioca é a de fazer um som longe dos rótulos e diferente de tudo que existia no cenário do Metal. Para isso, no final do mesmo ano, foram adicionados teclados ao som da banda e iniciaram-se pesquisas sonoras para a adição de elementos diferentes à sonoridade do Dust.
A primeira e única demo-tape da banda, com quatro músicas, foi gravada em Maio de 1995 e recebera ótima aceitação por parte da mídia, crítica de do público local. Grande parte da divulgação foi feita também através de shows em casas como o Circo Voador, Fundição Progresso, Garage Art Cult, dentre outras no Rio de Janeiro, onde a Dust from Misery demonstrava bastante energia e peso, características sempre presentes em suas apresentações. Com esse tempo a banda adquiriu coesão e identidade própria, desde então começando a trabalhar em composições novas e mais pesquisas de sonoridades
Finalmente, em 1997 a banda assinou contrato com o selo Megahard Records (SP) da gravadora Progressive Rock Worldwide. O primeiro álbum foi gravado no Up Town Studio e Masterizado no Digital PS, mas somente lançado em Junho de 98, depois de meses de dedicação à produção do mesmo. A capa e encarte foram elaborados por Bernard. Auto-intitulado, contém onze faixas e elementos que resultaram de um grande tempo de pesquisas e experiências musicais. Dentre esses elementos estão a inclusão de instrumentos como Cítara e percussões indianas, devotos Hare Krishna cantando o Mantra, um coral Infantil, Vocais Hindús, Samplers & efeitos, Gaita (por Jefferson - Baseado em Blues), cantores convidados (Andréa Palmieri - Scars Souls, B.Negão - ex-Planet Hemp e Léa Fabres) e, é claro, a mistura de peso e melodia que sempre foram características da sonoridade Dust From Misery.
Esse CD recebeu críticas positivas em diversas revistas (como a Rock Brigade, Dynamite, Rock Press, International Magazine, Shopping Music, Show Bizz, Burrn-Japão, etc), zines (nacionais e estrangeiros), Jornais (O Globo, O Dia, JB, etc), e levou a banda a alguns programas de televisão como, por exemplo, o Jô Soares Onze e meia (no qual participaram da entrevista e da "Canja do Jô") e o Mtv no Ar. Entretanto, o fato mais importante para os membros da Dust from Misery é a boa recepção que estão recebendo por parte dos fãs de Heavy Metal. Durante a etapa de produção desse álbum, a banda fez alguns shows de "aquecimento" para a turnê no Imperator-RJ e na CD-Expo 97 (feira anual no Rio Centro). Nessas apresentações, junto com os devotos Hare-Krishna em 'JAYA', receberam ótima aceitação em todas as faixas que tocaram.
Depois do lançamento oficial do CD para o público e imprensa no dia 11 de Agosto de 1998, no Café Teatro Arena (Copacabana), a banda esteve promovendo o álbum por todo o país através de shows - inclusive numa apresentação de abertura para a Blind Guardian (Alemanha) em São Paulo -, programas de rádio, inclusive pretendendo fazer o mesmo no exterior.
Foi lançado, também, o primeiro vídeo-clip (gravado em película-16mm), com a música de trabalho 'JAYA', com locação no templo Hare Krishna do Rio de Janeiro no Alto da Boa Vista. Esse vídeo está sendo vinculado vinculado em diversos programas musicais, inclusive na programação da MTV-Brasil.
É importante ressaltar que os integrantes da Dust from Misery não são devotos Hare Krishna nem fazem parte do movimento Straigh Edge, respeitando ambas as filosofias. A relação entre Dust e Hare Krishnas é musical e de amizade, com alguns pontos comuns nas ideologias, que são refletidos em algumas letras desse primeiro álbum.
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