Vance Joy: resenha e fotos do show no Rio de Janeiro
Resenha - Vance Joy (Circo Voador, Rio de Janeiro, 06/10/2018)
Por Gabriel von Borell
Postado em 17 de outubro de 2018
Fotos: Daiana Carvalho
Neste último sábado (6), o cantor australiano de indie folk Vance Joy se apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro e encantou o público, que encheu o Circo Voador, na Lapa. Trazido ao Brasil pela produtora e plataforma global Queremos!, o artista iniciou seu show às 22h30, sob muitos gritos e aplausos.
Para abrir o repertório, Vance escolheu a tranquila "Call If You Need Me", do seu mais recente álbum, "Nation of Two", lançado no começo deste ano. O show continuou com a contagiante "Mess is Mine", presente no disco de estreia do cantor, "Dream Your Life Away", de 2014.
Visivelmente feliz com a acolhida dos fãs cariocas, o artista parou para interagir com o público. "Vocês estão bem?", perguntou Vance, em português. Em seguida, ele falou do primeiro CD e apresentou a terceira música do repertório: "Like Gold".
Depois, vieram "Take Your Time" e "Fire and the Flood", enquanto Vance admirava com brilho no olhar o retorno dos fãs a cada música. Na hora da bela "I'm With You", os músicos que acompanhavam Vance no palco foram para o backstage e o cantor ficou sozinho, criando um clima mais intimista.
Após a execução de "From Afar", Vance parou novamente para falar com a plateia. "Quando eu estava voando para cá, eu não esperava uma recepção tão calorosa", revelou, fazendo o público explodir em palmas. A banda então retornou para tocar "Bonnie & Clyde".
O setlist seguiu com "Wasted Time" e a ótima "Georgia". Na sequência, Vance aproveitou para apresentar parte dos músicos que vieram ao Brasil com ele. Depois de "We're Going Home", o cantor citou os nomes do restante da banda e puxou, no ukelele, "Saturday Sun", fazendo os fãs cantarem a plenos pulmões.
Vance voltou para o violão em "Lay it on Me" e para fechar a apresentação, por volta de 23h30, ele tocou a animada "Riptide", de novo com o ukelele nas mãos. Apesar do show curto, sem bis, o público estava tão absorvido pelo talento do artista, que parecia não precisar de mais nada. No entanto, tinha algo ainda para ser feito.
Enquanto Vance Joy e sua banda se despediam, os fãs, em véspera das eleições, gritaram em forte coro "Ele Não", em protesto contra os atos fascistas do presidenciável Jair Bolsonaro, que, para boa parte da sociedade brasileira, representa o retrocesso em diversos setores. Prova de que a música está sempre a favor da democracia.
Setlist:
1- "Call If You Need Me"
2- "Mess Is Mine"
3- "Like Gold"
4- "Take Your Time"
5- "Fire and the Flood"
6- "I'm With You"
7- "From Afar"
8- "Bonnie & Clyde"
9- "Wasted Time"
10- "Georgia"
11- "We're Going Home"
12- "Saturday Sun"
13- "Lay It On Me"
14- "Riptide"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum do Black Sabbath "tão agradável quanto arrancar dentes", segundo Geezer Butler
A maior música de hard rock da história, conforme Gene Simmons
Tony Iommi responde se fará uma turnê para promover seu novo álbum "From the Dark"
5 músicas do Iron Maiden que demoram para conquistar, mas valem a insistência
A canção pop dançante que Lemmy colocou no nível dos maiores clássicos dos Beatles
Os 5 melhores riffs de Tony Iommi no Black Sabbath, segundo Zakk Wylde
Bruce Dickinson classifica jam com Billie Joe Armstrong (Green Day) como "terrível"
Angra revisita "Make Believe" e lança vídeo ao vivo gravado no Porão do Rock
Padre ouve Dream Theater pela primeira vez e faz comparação com Jesus Cristo
Tony Iommi conta como "recrutou" Jorn Lande para cantar em seu novo disco
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
John Belushi xavecava ex-esposa de Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones
Como Dave Mustaine se tornou o vocalista do Megadeth, segundo ele mesmo
A importante lição que uma música "esquecida" do Metallica ensinou a Lars Ulrich
Rafael Bittencourt e o problema dos guitarristas brasileiros: "Nos EUA não tem isso"
Como as drogas acabaram com a carreira do RPM, segundo Manoel Poladian
O curioso caso das bandas que trocaram papel: "Eles abriram pra nós; hoje, nós abrimos"
A melhor música de Bob Dylan segundo Quentin Tarantino: "Minha favorita de todos os tempos"



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



