David Garrett: numa noite magistral em Porto Alegre

Resenha - David Garrett (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 21/07/2015)

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Por Karen Waleria
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A noite da última terça-feira, dia 21 de julho, permanecerá na mente dos que assistiram a primeira apresentação de DAVID GARRETT em solo brasileiro. A performance eletrizante começou pontualmente às 21 horas com o Auditório Araújo Vianna praticamente lotado.

A capital gaúcha teve o privilégio de ser a primeira das cinco cidades a receber a ¨Classic Revolution tour¨, nova turnê do violinista alemão juntamente com sua banda. Pelo que David comentou durante o show, essa foi a primeira apresentação dele no Brasil com a sua banda completa.

O show teve aproximadamente 105 minutos de duração, divididos em duas partes, por um intervalo de 15 minutos. Durante o show pude confirmar, que já é de domínio público, o motivo pelo qual o músico obteve tamanho sucesso transitando entre o erudito e o pop/ rock com total maestria.

O segredo dessa façanha? Talento, qualidade, dedicação, treino... A performance irretocável de David em Porto Alegre é o resultado da dedicação de toda uma vida à música, e nós, público, agradecemos e nos deleitamos. Já imaginava, mas vendo o show do violinista pela primeira vez ao vivo, constatei o porquê de muitos fãs, atravessarem continentes, correrem mundo afora para ver suas apresentações.

David faz com que sua arte tenha uma legião de seguidores. Milhões de fãs ao redor do mundo e das mais variadas idades. Inclusive tive o prazer de ver um menino que não devia ter mais de oito anos de idade na platéia vibrando com tamanha emoção durante o show, que chegava a emocionar.

Durante todo o show David interagiu com a plateia constantemente, ora em alemão, ora em espanhol, ora em inglês, ora em português. Sempre fazia um comentário ou apresentava cada música que iria interpretar, demonstrando muita simpatia.

A setlist apresentada, que pode ser conferida abaixo, foi coesa e equilibrada. Contou com clássicos da música erudita, os covers do rock, covers do pop e destaque para a belíssima ¨Melancholia¨, música autoral de David Garrett. Tal composição relembra o vindouro álbum de músicas autorais, que David, já começou a produzir entre uma tour e outra. Álbum que será lançado, segundo o músico, em outubro do corrente ano.

Ouvi da fotógrafa que me acompanha uma frase que não vou esquecer. Durante a execução de ¨Babooshka¨ ela virou-se para mim e falou.
¨Pena não ter como captar e energia da interpretação, da execução dessa música, e não somente dessa música, não acha? Pena que a energia de cada música não se transmite nas imagens retratadas. A cada música, uma emoção diferente: das lágrimas à alegria, uma verdadeira catarse¨.

A beleza de David é inquestionável. É um plus... A beleza do - considerado por muitos - ¨David Beckham do violino¨ é proporcional ao seu virtuosismo. E pensar nele somente como o homem belíssimo que é, chega a ser patético.

Como é sabido, o violino é um dos instrumentos mais difíceis de tocar. Assistindo ao violinista em ação se tem a sensação totalmente contrária. A música flui de uma forma tão natural que passa essa falácia.

Uma vez alguém me questionou: ele não canta? E eu respondi prontamente: Não. Gostaria de retificar minha resposta, se pudesse. Ele canta sim. Ele canta através das cordas do seu violino. David e seu Stradivarius são um a extensão do outro.

Outro ponto incontestável é que ao assistir a um show de DG não se está assistindo a um show de um artista cover. Seria uma blasfêmia pensar dessa maneira.

Ele se apropria, entre aspas, das composições que interpreta, lhes dá uma nova roupagem... Ele se doa de uma forma tão intensa, tão verdadeira nas suas interpretações, que sua música envolve, preenche todo o ambiente. Posso afirmar que o músico meio que enfeitiçou o público, deixou todos inebriados com sua música.

Dá para se dizer que ele presta uma homenagem aos grandes músicos que produziram as músicas que interpreta com tamanha genialidade. Tais músicos são também responsáveis, influenciaram na formação do que ele se tornou e ainda o influenciam.

O show foi encerrado com uma segunda música do Metallica interpretada na noite. Inclusive, bem no início do show, antes da execução da primeira música da banda norte-americana David perguntou ao público se ali existiam fãs do Metallica. E durante o show o próprio músico demonstra que ele mesmo é um grande fã da banda.

A veia rock do violinista de cabelos longos, que se veste como um roqueiro e que inclusive ostenta em um dos braços ¨Rock and Roll¨ é pulsante. Mas...

Refletindo um pouco quando a música é de qualidade esses rótulos são descartáveis, não é mesmo? Só existem dois tipos de música: a música boa e a música ruim.

E o que tivemos o privilégio de ouvir na última terça-feira na capital gaúcha foi do primeiro tipo.

Quando o violinista anunciou a última música da performance, ouviu-se, uma grande coro de descontentamento, em uníssono, vindo do público. Ninguém queria acreditar que aquela noite memorável estivesse chegando ao seu final.

Durante o bis o público permaneceu em pé. Ouviu- se uma salva de palmas infindável. O público queria agradecer eternamente o espetáculo ímpar que acabara de presenciar. O público somente acreditou que o show acabara, e ai sim começou a dispersar-se quando as luzes do Auditório acenderam-se...

Confesso que ontem foi a primeira vez que vi o músico ao vivo e vendo a sua performance magistral entendi por que o músico é tão aclamado. Fiquei com vontade de ir para Curitiba ver o show no dia posterior a Porto Alegre.

Confesso que fiquei esperando a chuva de papéis picados que encerra alguns shows de David. Também fiquei esperando ver o dueto virtual com Andrea Bocelli que também não ocorreu, somente pode-se ouvir o áudio do tenor italiano em ¨Ma Dove Sei¨. Talvez ambos, por alguma impossibilidade técnica, não puderam ocorrer.

Contudo a falta desses dois momentos não diminuiu o brilho da noite inesquecível onde o pop e o clássico coabitaram o mesmo ambiente com total interação.

Esperamos poder receber novamente o violinista e sua banda, desta vez divulgando o álbum que já começou a ser gravado em Nova York.Também seria um presente para os brasileiros poder ver o músico alemão e sua banda se apresentando acompanhado de orquestra e coro.

Eletrizante, é a palavra que me vem à mente ao término do show.

Setlist:
Medley
Baila Me
Born in the Usa
Ma Dove Sei
Tico Tico
Babooshka
Lacrimosa
Fuel
I Have a Dream
O Fortuna
Living on a Prayer
We Will Rock You
Melancholia
We Are The Champions
Beethoven’s 5th
Your Song
Verdi Requiem
La Bamba
Wrecking Ball
Viva La Vida
Master of Puppets
Always On My Mind

Fotos: Sônia Butelli
Revisão do Texto: Anna Angélica do Valle

*Parabéns à Hits Entretenimento, produtora responsável pelo evento.

Veja todas as fotos do show nesse link:
http://bit.ly/1KtJbqG

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Sobre Karen Waleria

Blogueira gaúcha. Estudou letras. Ecleticidade musical é seu ponto forte; com uma tendência ao Rock e Metal. Já foi colaboradora em grandes sites de Rock e Heavy Metal, trabalha com divulgação de bandas e eventos. Responsável pelo blog www.karenwaleria.blogspot.com.br. Siga no Twitter @Rocksblog.

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