Regis Tadeu toma partido na briga entre Iron Maiden e Lobão: "Cafona para muitos"
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de outubro de 2025
O crítico musical Regis Tadeu voltou a movimentar o cenário do rock brasileiro ao comentar, em um vídeo recente, a polêmica envolvendo Lobão e fãs de heavy metal - especialmente os devotos do Iron Maiden. O músico carioca havia criticado a banda britânica durante uma entrevista ao programa Benja Me Mucho, apresentado por Benjamin Back, chamando o som do grupo de "cafonão e histriônico" e comparando seus fãs à torcida do Corinthians.
Segundo Regis, a reação dos admiradores do Iron Maiden foi desproporcional. Em seu vídeo, ele afirmou que as redes sociais se transformaram em uma "poça de ódio e histeria coletiva" após a fala de Lobão. "Foi um pandemônio, com memes do Lobão sendo decapitado pelo Eddie e até petições informais pra banirem ele de festivais de rock", disse o jornalista, ironizando a intensidade da resposta online.

Apesar de dizer que discorda de muitas opiniões de Lobão, Regis Tadeu defendeu o direito do artista de expressar sua visão. Para ele, o que incomodou os fãs não foi a crítica em si, mas a incapacidade de lidar com uma opinião divergente. "O que realmente dói nos metaleiros é a infantilização galopante de uma sociedade que se ofende até com o ar que respira", afirmou.
Lobão, Iron Maiden e Regis Tadeu
Em tom provocador, Regis ainda concordou parcialmente com o músico: "Muita gente pensa como o Lobão - que realmente o som do Iron Maiden é cafona. E tá tudo certo com as opiniões". Segundo ele, há um "fundo de verdade" na provocação, pois parte da estética da banda seria "teatral e pomposa", lembrando "uma ópera rock para adolescentes tardios".
O crítico ressaltou que a essência do rock é o questionamento, e não o fanatismo. "Os pioneiros do metal ensinaram que rock é rebeldia contra o sistema, contra a pasteurização. Mas o que a gente vê hoje é birra de criança mimada", disparou. Para Regis, o culto cego a bandas e artistas é o oposto do espírito livre que o rock deveria representar.
Fechando o vídeo, ele lamentou o que chamou de "sociedade de vitimizados crônicos", incapaz de aceitar o contraditório. "Todo mundo quer ser validado, mas ninguém quer ser desafiado. É o oposto do que o rock prometeu lá atrás", concluiu.
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