FreePass: HammerFall ressurge e Edguy domina show em São Paulo

Resenha - Edguy, Hammerfall e Gotthard (Audio Club, São Paulo, 07/12/2014)

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Por Diego Camara
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Já fazia um bom tempo que as bandas EDGUY e HAMMERFALL, dois grandes expoentes do heavy metal europeu, não pisavam no Brasil. Por outro lado, os suíços do GOTTHARD andam cada vez mais curtindo as terras brasileiras, e as passagens deles pelo país andam cada vez mais rotineiras. Foi uma boa sacada, afinal, contar com estas três bandas dividindo o palco da Áudio SP para a primeira edição do Free Pass Metal Fest. Parecidas musicalmente, atraíram um público super interessado.

Fotos: Kennedy Silva. Galeria completa neste link.

Como o festival foi realizado num domingo, havia uma grande apreensão a respeito dos horários dos shows e de como funcionaria a escala do festival e se, principalmente, ela não prejudicaria a saída do público da casa de shows. A fila dava volta no quarteirão em torno das 18h00m, quando os portões da casa já deveriam ter sido abertos para a entrada do público, o que aumentou a ansiedade dos fãs que esperavam para lotar a casa.

GOTTHARD

A banda estava sinalizada para começar sua apresentação 19h00m. Subiram ao palco da Áudio com 20 minutos de atraso, creio que especialmente pelo atraso na entrada da casa de shows. Um pequeno contratempo, que sem dúvidas não tirou o ânimo do público, que com “Bang!” mostrou que queria mesmo era um banho de heavy metal. A apresentação da banda foi muito boa no decorrer do espetáculo, deixando claro que havia um número pequeno de fãs do Gotthard – se comparados com os das outras duas atrações da noite – mas que estes eram muito barulhentos e apaixonados.

Isso ficou muito claro em músicas como “Master of Illusion” e “Remember It’s Me”, que levantaram o público, que não perdeu nenhuma chance de cantar com seus ídolos. O Gotthard é uma banda simples, com músicas fáceis, que pegam fácil na cabeça e com guitarras muito bem trabalhadas, e foi deste modo também ao vivo. A qualidade do som da Audio SP realmente é ótima, creio que a melhor para o porte da casa, e também espanta a excelente disposição do pista e dos camarotes.

A banda finalizou seu show com “Hush”, cover de Billy Joe Royal. Não creio que este seja o melhor momento da banda, que pareceu se sair melhor em suas próprias músicas. As duas últimas músicas foram “Lift U Up” e “Anytime Anywhere”, sem dúvidas fechando o show com chave de ouro. Ao sair do palco, Nic Maeder ainda mandou o recado: pretende não se demorar muito a voltar ao Brasil, com referência ao título de sua última música. Do jeito que esta, pelo visto, deveremos ver o Gotthard ainda bastante por estas bandas, já que eles tem um público cativo bastante forte.

Gotthard é:
Nic Maeder – Vocal
Leo Leoni – Guitarra
Freddy Scherer – Guitarra
Marc Lynn – Baixo
Hena Habegger – Bateria

Setlist Gotthard:
1. Bang!
2. Get Up 'n' Move On
3. Sister Moon
4. Right On
5. Master of Illusion
6. Feel What I Feel
7. The Call
8. Remember It's Me
9. What You Get
10. Starlight
11. Hush (cover de Billy Joe Royal)
12. Lift U Up
13. Anytime Anywhere

HAMMERFALL

Foram necessários 7 anos e 3 álbuns para que os suecos do HammerFall retornassem ao Brasil para uma apresentação. Depois de tanto tempo e tantas músicas novas que o público sequer teve a chance de ver ao vivo, a banda teria apenas 1h10m para realizar um show que agradasse ao público dos bons e velhos clássicos da banda, além de vender os novos sons. Assim começaram o show 20h50m com “Hector’s Hymn”, destaque do novo álbum “(r)Evolution”, e parecia que aquele seria um belíssimo reencontro com os fãs.

Cans pediu já deste o início para que a técnica aumentasse seu microfone, e realmente o som dos vocais pareceu um pouco abafado pelos instrumentos na abertura do show. A qualidade do áudio foi bem melhor com as músicas seguintes “Any Means Necessary”, também inédita ao público brasileiro e puxada pelos excelentes backing vocals, e a clássica “Renegade”, que botou fogo no público.

A banda pareceu estar durante todo o show muitíssimo à vontade, e todos se perguntavam juntamente com Cans dos motivos da banda ter demorado tanto para realizar um show por aqui. Do público que cantou junto em “Blood Bound”, do memorável grito de “fall” em “Let the Hammer Fall” até a emoção aflorada na pele com “Glory to the Brave”, é difícil tecer críticas sobre a apresentação dos caras. Foi excelente, com ótimas escolhas de músicas – a banda claramente deixou meio de lado a divulgação do seu novo disco e se concentrou em agradar os fãs com um bom conjunto – e uma qualidade de som perfeita.

Para finalizar, a banda tocou em seu bis os clássicos “Templars of Steel” e “Hearts on Fire”, sem dúvidas as duas que mais marcaram a apresentação na noite, com o público cantando junto com Cans e também sozinho, a capella. A banda ainda fez também sua promessa, de que não demorarão mais 7 anos para retornar ao Brasil para mais uma apresentação. E o público agradece, HammerFall!

HammerFall é:
Joacim Cans – Vocal
Oscar Dronjak – Guitarra
Pontus Norgren – Guitarra
Fredrik Larsson – Baixo
David Wallin – Bateria

Setlist HammerFall:
1. Hector's Hymn
2. Any Means Necessary
3. Renegade
4. B.Y.H.
5. Blood Bound
6. Let the Hammer Fall
7. The Metal Age
8. Last Man Standing
9. Bushido
10. Glory to the Brave
11. HammerFall
Bis:
12. Templars of Steel
13. Hearts on Fire

EDGUY

Para finalizar, faltando 20 minutos para as 23h00m – um horário já meio insólito – Tobias e cia subiram ao palco para fechar a noite. É óbvio que o Edguy era a grande atração da noite, e desde o início rivalizou o público com o HammerFall. Entraram cheios de ânimo e abriram com “Love Tyger”, um dos singles do novíssimo disco da banda. Pareceu saída diretamente do disco, com um perfeito solo de guitarra e a voz marcante de Sammet.

Mas o espetáculo na sua maneira maior começou mesmo quando foi começou a rápida e pegajosa “All The Clowns”, uma das músicas ícones da banda, fazendo o público cantar com vontade do início ao fim. “Vocês são a maior audiência desse planeta!”, disse Sammet em alto e bom som, para delírio dos fãs. A banda ainda encaixaria a música com “Superheroes”, que crava fundo no coração dos fãs e foi outro destaque da excelente apresentação.

Os clássicos da banda realmente são os maiores responsáveis por puxar o público, e a animação dos fãs deu ao show de São Paulo, nas palavras de Sammet, o prêmio de melhor show da turnê até agora. Como presente, os fãs receberam “Rock me Amadeus”, cover do FALCO, que apenas foi apresentada no Brasil. Sammet ainda aproveitou para contar a história da música, de quando mandou a gravadora se foder quando eles se recusaram a adicionar a música ao álbum. “O heavy metal é um estilo de vida!”, disse Sammet, sendo aplaudido por todos os presentes.

Outras surpresas do show foram as excelentes “Land of the Miracle” e “Babylon”, tocada a pedido dos fãs presentes. Lindíssimo como as músicas deste álbum ainda tocam o público e como a beleza melódica da primeira se contrasta com a potência da segunda, tornando estas um grande resumo do que é o som do Edguy até hoje. A banda ainda teria tempo para fechar seu show com “Tears of a Mandrake”.

Após a apresentação, porém, muitas pessoas já começaram a deixar a casa, já que o horário do show não permitia que ficassem e perdessem o metrô. Então, muitos fãs perderam “Lavatory Love Machine” e “King of Fools”, que não poderiam faltar em um show no Brasil. A primeira, como diz Sammet, foi uma ideia que tiveram em um voo para o país – o que já explica o início da letra. Impressionante foi o controle de palco de Sammet, que não deixou a peteca cair mesmo em um momento onde o público sem dúvidas já estava esgotado. Com maestria, comandou os fãs a cantarem um pouco mais com ele antes que as cortinas se fechassem para o fim do espetáculo.

Excelente show, não podemos perder a chance de ver a segunda edição deste festival que cumpriu muito bem com o que prometeu!

Edguy é:
Tobias Sammet – Vocal
Jens Ludwig – Guitarra
Dirk Sauer – Guitarra
Tobias Exxel – Baixo
Felix Bohnke – Bateria

Setlist Edguy:
1. Love Tyger
2. Space Police
3. All the Clowns
4. Superheroes
5. Defenders of the Crown
6. Vain Glory Opera
7. Drum Solo
8. Ministry of Saints
9. Rock Me Amadeus (cover do Falco)
10. Land of the Miracle
11. Babylon
12. Tears of a Mandrake
Bis:
13. Lavatory Love Machine
14. King of Fools

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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