Edguy: Sammet estava no ápice da criatividade em "Mandrake"
Resenha - Mandrake - Edguy
Por JP Pretti
Postado em 13 de março de 2024
Nota: 9 ![]()
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Era 2001, e o vocalista e líder do Edguy Tobias Sammet colhia os frutos do primeiro e mais bem sucedido álbum do Avantasia, projeto solo que criou em 1999, e que havia ajudado a dar mais visibilidade para o Edguy, pois até então a banda ainda não tinha status de grande. Depois do lançamento de The Metal Opera I com o Avantasia, Tobias Sammet lançou o que seria o melhor álbum da discografia do Edguy: Mandrake.
O álbum já abre com a melhor música do play. Com início sombrio, Tears Of A Mandrake é mais cadenciada e pesada. Possui ótimos solos de guitarra também, mas o destaque vai para a performance de Sammet, pois quem acompanha a carreira do vocalista sabe como ele consegue equilibrar emoção e interpretação como poucos. Até hoje Tears Of A Mandrake é bastante aclamada pelos fãs. Talvez a música de maior sucesso da banda.
Golden Dawn segue a linha de músicas Speed Metal que o Helloween se tornou referência em criar. É pesada, e aqui Sammet canta de forma mais agressiva também. Jerusalem é outra mais cadenciada e ao mesmo tempo pesada. Possui um dos melhores refrões do álbum, daqueles de grudar na mente por bastante tempo. E o que destaca Sammet na cena é justamente a sua capacidade de compor refrões pegajosos.
Sem dúvidas a música mais pesada do álbum é Nailed To The Wheel. Começa mais introspectiva no violão, mas possui riffs cortantes praticamente a música toda. E novamente, não tem como não destacar a performance de Sammet aqui, principalmente no refrão que é bastante agudo. Outro ponto alto são os solos de Jens Ludwig e Dirk Sauer. The Pharaoh é a mais épica do álbum, com quase 11 minutos. Retoma o clima sombrio de Tears Of A Mandrake, além dos coros espalhados por várias partes da música. É uma das melodias mais bonitas que Sammet havia composto até então.
Guiada pelo piano vem Wash Away The Poison. É de fato a única balada do álbum, com seu clima mais introspectivo e triste. Outra pesada e acelerada é Fallen Angels, com destaque para os riffs, coros e solos da dupla Ludwig e Sauer novamente.
Um dos singles na época, Painting On The Wall é Hard Rock com aquele clima Pop. Retoma o clima sombrio de Tears Of A Mandrake mais uma vez. Deve ter funcionado muito bem para as rádios, e que daí em diante se viu um acento mais Hard Rock em muitas das músicas da banda, principalmente nos álbuns Rocket Ride ( 2006 ) e Tinnitus Sanctus ( 2008 ), que desagradou parte dos fãs mais antigos, principalmente o segundo álbum em questão…
Seguindo a linha Speed Metal de Golden Dawn vem Save Us Now, só que aqui com um clima mais divertido, principalmente por conta da letra em referência a Alien Drum Bunny e do refrão à la Helloween dos tempos de Keeper Of The Seven Keys.
A partir daqui o Edguy se tornou uma das maiores bandas do estilo, tendo através da turnê de Mandrake passado pelo Brasil pela primeira vez, o que se tornou frequente daí em diante pela quantidade de fãs que a banda tem por aqui.
Como eu disse acima, para mim e para a maioria dos fãs, Mandrake é o melhor álbum dos alemães. Caso você ainda não conheça, não perca mais tempo!
Edguy - Mandrake ( 2001 )
1 - Tears Of A Mandrake
2 - Golden Dawn
3 - Jerusalem
4 - All The Clowns
5 - Nailed To The Wheel
6 - The Pharaoh
7 - Wash Away The Poison
8 - Fallen Angels
9 - Painting On The Wall
10 - Save Us Now
11 - The Devil & The Savant
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