Com Chester meio desafinado -ou nervoso- no início, o Linkin Park fez uma das melhores apresentações, não só do “Rock in Rio – Lisboa”, como também de toda sua carreira. Quem viu o desempenho da banda no “I-Tunes festival” em 2011 (ótimo show por sinal) talvez não acreditasse que em um futuro próximo eles fariam o Rock in Rio quase explodir como ocorreu em Londres no ano passado.
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Um set-list perfeito, retomando as origens da banda, começando com a música que tem "terminado" os últimos shows (pra quem não sabe parte da música era enfiada ali no meio de Bleed It Out) “A Place For My Head”, considerados por mim -quando tocada bem ao vivo- (não foi bem o caso) a mais pesada da banda.
Após 2 músicas que já conhecemos bem, (Given Up e Faint) tivemos um encontro um tanto quanto muito esperado pelo público há tempos com "With You" embora todos esperássemos um vocal mais afinado por parte de Chester - que seria estendido até "Somewhere I Belong"- o público reagiu muito bem a este clássico do LP e também a outro clássico (gostaria de ouvir “Figure 09” que esta meio esquecida, mas valeu o ingresso escutar músicas que quase não eram tocadas) "Runaway" ainda com vocais meio fracos de Chester.
Após “From the Inside” chega o momento que Chester liga o botão de cantar com uma música que nem está na minha lista de favoritas mas gostei bastante de ouvi-la, "Somewhere I Belong" que estava com uma introdução diferente assim como a música de abertura que me deixou entusiasmado com a apresentação da mesma.
A partir daí o show pega fogo, "Numb" foi cantada pelo público todo no Rock In Rio - Lisboa, simplesmente de arrepiar. A música inteira não pode ser ouvida só por Chester porque o público inteiro cantava em alto e bom som, muito bom essa parte, porém o show guardava bem mais.
Tivemos o lançamento de "Lies Greed Misery" uma boa música parecida (ou não) com o rap-rock cantado no início da carreira do grupo e ao mesmo tempo uma balada meio pesada. Enfim, o que eu quis dizer é que essa música é totalmente LP por ser mais uma inovação. Não é um HT mas é algo próximo como disse Chester há alguns meses.
Depois veio três músicas que sabemos de cor e salteado suas letras e apresentações, "Points Of Authorithy", "Waiting For The End" (Só eu odeio esta música?) e "Breaking The Habit". Depois eles fizeram algo que me deixou até feliz (não que eu não goste das músicas), eles passaram pelos momentos lentos do show em menos de 6 minutos se não me engano, cantando "Leave Out All The Rest/Shadow Of The Day/Iridescent" uma parte de cada música terminando com o "let go" de "Irisdescent" como se fossem uma música só, perfeito para os fãs do rock mais pesado e ao mesmo tempo pra quem gosta dessas músicas, se é que alguém me entende, rs.
Passado o flash lento do show temos "The Catalyst", uma das premiadas, até pelos fãs mais rigorosos, do álbum "A Thousand Suns", depois "Burn It Down" que já está na ponta da língua e "What I've Done" (se você não conhece tal música tá esperando o que pra ver “Transformers”, seu banana?). Chega aí a parte mais quente do show com "Crawling", aquela música que não cansamos de cantar foi finalmente (desde o DVD "Live in Texas") tratada com respeito há muito não via o Linkin Park interagir com o público a música que mais se encaixa para cantar com eles tão bem, Chester ficou lá em baixo o tempo todo cantando a música e cantou um dos refrãos praticamente a um palmo de distancia de um dos fãs, pra mim foi a imagem mais marcante do show que não vi ninguém citar aqui no Whiplash.Net. No meio disso tudo, um fã põe um cachecol do Porto F.C. no vocalista careca para ser 20% aplaudido e 80% vaiado por torcedores dos outros times de Portugal por apresentar o cachecol para eles ao terminar de cantar a música. Meio sem graça Chester disse: ‘Eu não faço a menor ideia do que seja isso. Alguns ficaram bravos e outros felizes, há uma mistura de emoções agora!‘.
Depois vem "New Divide" que só gosto de escutar quando vejo Transformers 2, e "In The End" com Mike indo ao público como sempre para cantar o final da música. E então o momento em que todos pensaram que iria acabar. Afinal começou-se a tocar "Bleed It Out" substituindo aquela parte que eu citei lá em cima de "A Place For My Head" que é enfiada no meio da música por "Sabotage" do Beastie Boys deixando a canção (Bleed It Out) diferentemente melhor de ser executada.
Depois vem "Papercut" aquela música que já foi tocada no início, no meio, (e agora) no finalzinho dos shows fato que não tira o valor da mesma independente de onde ela é posicionada no set-list foi muito bem executada.
E então o final com a ‘classicíssima’ "One Step Closer", a música é tão valorizada que até no Guitar-Hero ela está, e Chester termina explodindo os "Shut Ups" da música, e aquele final que virou tradicional a frase "Shut Up When I Talking to You" com a prolongação da ultima palavra na nota mais alta de Chester que deixa apagado toda a desafinação cometida no início do show.
01 - A Place For My Head (introdução e final extendidos)
02 – Given Up
03 – Faint
04 – With You (com scratchs no final)
05 – Runaway
06 - From The Inside
07 – Somewhere I Belong (com introdução extendida)
08 – Numb (com nova versão de final extendido)
09 – LIES GREED MISERY (estréia de palco)
10 - Points Of Authority
11 – Waiting For The End
12 – Breaking The Habit
13 – Leave Out All The Rest/Shadow Of The Day/Iridescent
14 - The Catalyst
15 – BURN IT DOWN
16 – What I’ve Done
17 – Crawling
18 – New Divide
19 - In The End
20 - Bleed It Out (com a “Sabotage” dos Beastie Boys no meio da música)
21 - Papercut
22 – One Step Closer
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