Em 20/01/2011 | Resenha - Blaze Bayley (Sebastian Bar, Campinas, 20/01/11)

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Resenha - Blaze Bayley (Sebastian Bar, Campinas, 20/01/11)


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Quem compareceu ao show do BLAZE BAYLEY, nesta noite de quinta-feira, pode testemunhar uma verdadeira celebração ao heavy metal. O frontman presenteou os fãs com muita energia, disposição e, acima de tudo, muito carisma. Em sua segunda passagem pela cidade de Campinas, o ex-vocalista do IRON MAIDEN, acompanhado de sua banda formada por Nico Bermudez (guitarra), David Bermudez (baixo), Jay Walsh (guitarra) e Cláudio Tirincanti (bateria), mostrou que há tempos deixou de viver na sombra de sua ex-banda.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

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O palco escolhido para o show foi o Sebastian Bar, local relativamente novo na cidade (está prestes a completar 1 ano de existência) e que vem se consolidando como uma boa opção para os rockeiros da região. O bar possui uma estrutra legal, dividido em dois ambientes: no primeiro, dispõem-se mesas com cadeiras e um balcão, além de uma TV LCD grande e muitos quadros decorativos de “monstros” e “deuses” do rock; já o segundo é composto pelos banheiros, um outro balcão, uma pista ampla e um palco pequeno, porém bem estruturado. O sistema de som é bem distribuído, apesar de falhar algumas vezes. O destaque vai para o sistema de luz, cujos canhões possuem led's coloridos, dispensando a necessidade de vários equipamentos desse tipo.

A abertura ficou por conta da banda campineira de thrash metal, KAMALA, que já está há oito anos na estrada e possui dois álbuns lançados. Com pouco mais de trinta minutos de show e um set list composto por nove músicas, a banda mostrou toda sua competência deixando a plateia muito satisfeita e pronta para o principal show da noite.

Por volta da meia-noite, Blaze e sua trupe chegaram ao local, passaram pelos fãs, cumprimentando-os, e foram direto para o camarim. Poucos minutos depois subiram ao palco para dar início a uma noite memorável. A música de refrão marcante “Blackmailer” (do penúltimo álbum “The Man Who Would Not Die”) foi a primeira a ser tocada e a sequência seguinte foi para ninguém ficar parado: “Smile Black and Death” (também do penúltimo álbum), com seus quase oito minutos; “Faceless” (do novo álbum “Promisse & Terror”), com sua velocidade e melodia empolgante; “Waiting For My Life To Begin”, com sua “pegada” rápida; e “Voices From The Past” (ambas do “The Man Who Would Not Die”), além “City of Bones” (do “Promisse & Terror”), outra música bem trabalhada.

Aos gritos de “Olê, olê, olê, Bleizê, Bleizê”, Blaze interagiu com o público, emocionado com o carinho dos fãs, agradecendo a cada um que havia comprado o ingresso para ver a banda. Feito isso, foi emendada uma sequência de músicas que começou com a semi-acústica “Surrounded by Sadness”, uma espécie de introdução para “The Trace of Things That Have No Words”, passando por “Letting Go Of The Word” e fechando com a “Confortable in Darkness” (todas do “Promisse & Terror”). Naturalmente, todas foram cantadas em coro pelos presentes.

Após um discurso sobre viver a realidade, Blaze deu a deixa do que viria a seguir, e para a felicidade de muitos, “Futureal” (do álbum “Virtual XI” do Iron Maiden) foi tocada, fazendo com que “o local viesse abaixo”. A banda estava muito bem introsada e mesmo ao executar uma música da “Donzela de Ferro”, não deixou a peteca cair. Os guitarristas Nico e Jay executaram perfeitamente todas as partes de guitarra, inclusive os solos, onde em alguns momentos os faziam juntos e em outros se revezavam. O baixista David tocou com muita empolgação e contagiou boa parte do público, acompanhado do baterista Cláudio, que levou todas as músicas com muita energia. Os fãs cantaram a música com muita vontade, mostrando que a passagem de Blaze pelo Maiden merece respeito.

A segunda parte do show começou com a poderosa e rápida “The Launch” (do álbum “Silicon Messiah”, o primeiro da carreira solo), seguida pela marcante “Blood and Belief” (do álbum de mesmo nome). Mais uma da “Donzela de Ferro” foi tocada e, dessa vez, era a “The Clansman” (também do “Virtual XI”), uma música muito trabalhada com seus praticamente nove minutos e que possui o marcante grito “Freedom”. “The Brave” (álbum “Silicon Messiah”), “Madness and Sorrow” (“Promisse & Terror”), com sua intro de guitarra furiosa, a rápida “The Man Who Would Not Die” e a pauleira “Robot” (ambas de “The Man Who Would Not Die”) completaram o set-list.

Os gritos dos fãs pediam “Samurai” (do “The Man Who Would Not Die”) com muita intensidade. Blaze, depois de conversar mais um pouco com o público - pois fez isso o tempo todo, ora agradecendo os fãs, ora criticando certas mídias -, mostrou que é uma pessoa muito humilde, que valoriza seus fãs e atendeu ao pedido. A “casa foi incendiada” mais do que em qualquer outra música, comprovando que os fãs reconhecem o trabalho de Blaze, o respeitam e, acima de tudo, o valorizam.

Para fechar o show, surpreendendo a todos, foi tocada “10th Dimension” (do álbum de mesmo nome). Antes de finalizarem o show com, provavelmente, o maior clássico da carreira de Blaze, “Man On The Edge” (álbum “X-Factor” do Iron Maiden), o “Messiah” anunciou que, ao terminá-la, não iria para o camarim, pois ficaria no palco para tirar fotos e dar autógrafos aos fãs que quisessem, mostrando ainda mais sua grandeza e humildade. A banda tocou o clássico do Maiden que consumiu todas as energias não só do público, mas também de Blaze e cia., coroando a noite em que o Heavy Metal reinou mais uma vez.

Set List:

1- Blackmailer
2- Smile Black and Death
3- Faceless
4- Waiting For My Life To Begin
5- Voices From The Past
6- City Of Bones
7- Surrounded By Sadness
8- The Trace Of Things That Have No Words
9- Letting Go Of The World
10- Confortable In Darkness
11- Futureal (Iron Maiden cover)
12- The Launch
13- Blood and Belief
14- The Clansman (Iron Maiden cover)
15- The Brave
16- Madness and Sorrow
17- The Man Who Would Not Die
18- Robot
19- Samurai
20- 10th Dimension
21- Man On The Edge (Iron Maiden cover)

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Sobre Luciano Correa

Mais um do time dos músicos frustrados. Já teve sua banda de metal melódico - estilo preferido - no final dos anos 90, mas por motivos que incluem estudos e trabalhos, acabou se tornando um analista de sistemas na maior parte do tempo, mas não abandonando o metal por completo. Buscando recuperar o tempo perdido em relação ao Metal, passou a dedicar-se ao Whiplash! para estar sempre informado e envolvido com o estilo musical que une pessoas e gerações ao redor do mundo. Suas bandas preferidas vão desde Scorpions, Bon Jovi, Mötley Crüe, passando por Blind Guardian, Stratovarius, Sonata Arctica, Rammstein, até chegar em Metallica, Slayer, Pantera, Sepultura, entre muitas outras.

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